Da arquibancada ao gramado, novo show de horror!
Aproveitou a fragilidade da segurança da Vila Capanema, achou que a interdição seria da Vila e não do Couto, e idiotamente entrou no protesto da torcida do Cruzeiro e desabafou também invadindo e promovendo uma pancadaria próxima a de 2009.
A torcida, o único lado desta história que até aqui vinha contando uma história bonita, estragou tudo. Liquidou com o meu discurso de a cada partida enaltecer o show que vinha dando nas arquibancadas. Se a Império nada tem a ver com isso, pois que punam e ajudem o clube a arranjar argumentos para justificar a cagada que fizeram. Como explicar aquele povo todo, dentro do gramado, vestindo a camisa da organizada? Punam! Expulsem dos quadros da Império que infringiu o regulamento da torcida.
PQP, eita povo mal informado, sem cabeça, de instinto primata. Não consegue sequer contar até 3, esperar a raiva passar e expulsar os demônios que os domina?
Me desculpem pelo desabafo, mas é que também me sinto traído. Apesar de todo o histórico de participação em confusões, sempre fui um defensor da Império, mesmo no episódio de 2009, mas de novo? Mais uma vez sem levar em conta as consequências, não só ao clube, mas ao próprio torcedor?
Por escolha da minha filha com 14 anos, e eu agora aos 67 anos, abri mão do conforto que podia ter, de assistir aos jogos em qualquer outro lugar do Couto, tenho dividido arquibancada com a Império. Às vezes no terceiro anel, outras no segundo, gritando cantando... empurrando, nos emocionais cânticos.
Pra mim já deu, parei aqui!
Sobre o autor
O Coritiba está na minha alma, muito mais até que no coração. Aprendi a gostar de futebol assim, de alma e também de coração. Sou do tempo do Belfort Duarte, hoje Couto Pereira. Isso foi no início dos anos 60. De lá nunca mais saí. Na década de 70, o Coritiba me conquista definitivamente, quando montou times inesquecíveis, várias vezes campeão. Período que passei a frequentar programas de rádio para tentar ficar o mais próximo que podia do futebol. Foi a época de Dirceu Graeser, no famoso"Viva o Futebol", na Rádio Clube, depois Rádio Cruzeiro. Foi o meu começo nos meios de comunicação. Vivo do jornalismo há mais de 30 anos, dedicados ao Rádio e principalmente televisão. Hoje sou muito mais da arquibancada. Sou mais torcedor e menos jornalista, principalmente quando o assunto é Coritiba.
Sobre o blog
Sou jornalista há mais de 30 anos. A profissão e a condição de torcedor, me fizeram aprender a policiar posições quando escrevo para tv ou rádio. Isso me desenvolveu muito o lado crítico. Costumo dizer que futebol é uma coisa e esporte é outra, bem diferente. Basicamente porque o futebol se transformou num produto da mídia e envolve muito dinheiro. O esporte amador, não. Sem dinheiro ele apenas sobrevive. É o caminho que o vôlei começou a tomar, por exemplo, mas ainda passa longe de ser o sucesso que é o futebol. Gosto de escrever sobre os dois: esporte e futebol. Jornalismo é minha profissão, o Coritiba minha paixão. Será um prazer estar aqui com vocês falando sobre tudo isso.
Ver comentários (27)
