Coritiba urgente
A reinvenção do Coritiba passou da hora. Precisamos parar de nos comportar desta forma, com dirigentes incompetentes, preocupados com vaidades e interesses pessoais. O bem do clube precisa estar acima de tudo.
De todos os absurdos ditos por Alecsandro após o jogo de ontem, um deles retrata a pura verdade: “o que vão fazer agora, mandar todo mundo embora e contratar 10, 11 jogadores? Coisa que poderia ter sido evitada antes, quando trouxeram justamente o próprio Alecsandro em fim de carreira, Filigrana, Daniel e tantos outros que até agora não justificaram as suas contratações ... agora é tarde. Com eles estamos, com eles ficamos... sofrendo até ao final do ano, por conta de mais uma daquelas coisas inexplicáveis que acontecem dentro do Coritiba.
Entrando na décima terceira rodada, precisamos de reforços urgentes, o que não é novidade pra nenhum de nós. Mas sabemos que isto é apenas um desejo nosso, um sonho de consumo que longe da realidade.
A patética apresentação desta segunda-feira, se resume no gol contra de W. Maia. Não que ele tenha sido o vilão da história, mas seu gol contra, encerrou a partida que mostrou o que foi o Coritiba: patético. Esperar o que de um time que joga em casa e logo aos 10 minutos, tem o goleiro Wilson como seu principal destaque? Mesmo que o Coritiba tenha respondido, também com algumas jogadas de ataque, não chegou com a mesma eficiência que o Sport. E foi só. Porque de resto, dos 20 minutos em diante, foi um time desarrumado, sem nenhuma criação, sem tática, nervoso, defesa perdida nas bolas por cima, nas bolas por baixo... tudo errado num time que entrou errado e saiu de campo mais perdido ainda.
Como diz o editorial do site, não será apenas a saída de Pachequinho que arrumará a casa. Será a saída de algumas peças que não funcionam, em troca de outras que precisam funcionar.
A saída de Pachequinho é inevitável. Agora ou depois, mas precisa sair, e que culmine com a vinda de reforços, URGENTEMENTE, mas reforços com R maiúsculo. Não Filigrana, os “alemães e seus canhões”, restos, sobras de elenco rejeitado dos outros.
A página precisa ser virada com muito cuidado. Antes de seguir com a leitura, se certificar de que seu conteúdo foi assimilado. Caso contrário, convém ler e reler, até aprender a lição, coisa que ainda parece não estar na ordem de prioridade de dirigentes Coxas.
Sobre o autor
O Coritiba está na minha alma, muito mais até que no coração. Aprendi a gostar de futebol assim, de alma e também de coração. Sou do tempo do Belfort Duarte, hoje Couto Pereira. Isso foi no início dos anos 60. De lá nunca mais saí. Na década de 70, o Coritiba me conquista definitivamente, quando montou times inesquecíveis, várias vezes campeão. Período que passei a frequentar programas de rádio para tentar ficar o mais próximo que podia do futebol. Foi a época de Dirceu Graeser, no famoso"Viva o Futebol", na Rádio Clube, depois Rádio Cruzeiro. Foi o meu começo nos meios de comunicação. Vivo do jornalismo há mais de 30 anos, dedicados ao Rádio e principalmente televisão. Hoje sou muito mais da arquibancada. Sou mais torcedor e menos jornalista, principalmente quando o assunto é Coritiba.
Sobre o blog
Sou jornalista há mais de 30 anos. A profissão e a condição de torcedor, me fizeram aprender a policiar posições quando escrevo para tv ou rádio. Isso me desenvolveu muito o lado crítico. Costumo dizer que futebol é uma coisa e esporte é outra, bem diferente. Basicamente porque o futebol se transformou num produto da mídia e envolve muito dinheiro. O esporte amador, não. Sem dinheiro ele apenas sobrevive. É o caminho que o vôlei começou a tomar, por exemplo, mas ainda passa longe de ser o sucesso que é o futebol. Gosto de escrever sobre os dois: esporte e futebol. Jornalismo é minha profissão, o Coritiba minha paixão. Será um prazer estar aqui com vocês falando sobre tudo isso.
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