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ArquibancadaSergio Brandão

Coritiba do meu coração...

Há mais de 12 horas pensando no que escrever e que seja atrativo aos olhos do torcedor. Não resta alternativa. Ou escrevo sobre a partida, sua história de 90 minutos ou repetimos as mesmas lamentações de 5 anos. Nenhuma coisa e nem outra me atraem e que já cansou a maioria de vocês. Ano passado, diante de uma situação semelhante, publiquei aqui no Blog uma receita de bolo, pra ver se servia pra algo. Parece que já tentei de tudo. Se alguém tiver alguma ideia, por favor, sugira no espaço dos comentários abaixo.

Pra ser diferente, mudamos apenas alguns nomes. Hoje, Filigrana, Galdezani, Rildo, Werley, são nossos personagens. De uns tempos pra cá, alguns torcedores, pra mudar um pouco, decidiram criticar o site COXAnautas, responsabilizando textos e colunistas pela situação do time em campo.

Não falta muita coisa para último apagar a luz. Confesso que ontem, quase fui traído pela paixão e voltei à condição de sócio. Por duas vezes, durante a tarde, quase fui à Sede do clube regularizar minha situação. Resisti. Não fui. O jogo de ontem , horas depois da quase recaída, me fez novamente voltar a pisar com os dois pés no chão. Dinheiro deixado para ajudar o Coritiba, mas muito mal utilizado por nossos administradores. Nenhum arrependimento.

Quando a vontade apertar, a saudades bater forte, volto ao Couto pagando ingresso avulso, sem pacote, sem promoção, sem ser sócio... apenas para matar a saudade que sempre vai estar por aqui.

Meu Coritiba velho de guerra. De tantas alegrias, de batalhas vencidas e poucas perdidas. Mas batalhas vestidas de armadura verde e branca, com guerreiros em campo. Comandados durante anos por apaixonados pelo clube. Coritiba, time do meu coração... para sempre. Time que durante anos me deu muitas e grandes emoções, hoje sucumbindo, “gramando” pra passar de fase numa competição onde seu principal adversário é ele mesmo.

Sobre o autor

Sergio Brandão
O Coritiba está na minha alma, muito mais até que no coração. Aprendi a gostar de futebol assim, de alma e também de coração. Sou do tempo do Belfort Duarte, hoje Couto Pereira. Isso foi no início dos anos 60. De lá nunca mais saí. Na década de 70, o Coritiba me conquista definitivamente, quando montou times inesquecíveis, várias vezes campeão. Período que passei a frequentar programas de rádio para tentar ficar o mais próximo que podia do futebol. Foi a época de Dirceu Graeser, no famoso"Viva o Futebol", na Rádio Clube, depois Rádio Cruzeiro. Foi o meu começo nos meios de comunicação. Vivo do jornalismo há mais de 30 anos, dedicados ao Rádio e principalmente televisão. Hoje sou muito mais da arquibancada. Sou mais torcedor e menos jornalista, principalmente quando o assunto é Coritiba.

Sobre o blog

Sou jornalista há mais de 30 anos. A profissão e a condição de torcedor, me fizeram aprender a policiar posições quando escrevo para tv ou rádio. Isso me desenvolveu muito o lado crítico. Costumo dizer que futebol é uma coisa e esporte é outra, bem diferente. Basicamente porque o futebol se transformou num produto da mídia e envolve muito dinheiro. O esporte amador, não. Sem dinheiro ele apenas sobrevive. É o caminho que o vôlei começou a tomar, por exemplo, mas ainda passa longe de ser o sucesso que é o futebol. Gosto de escrever sobre os dois: esporte e futebol. Jornalismo é minha profissão, o Coritiba minha paixão. Será um prazer estar aqui com vocês falando sobre tudo isso.
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