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ArquibancadaSergio Brandão

Conselho do bolinha

Não conheço clube com esta relação forte e afetiva com ex-atletas ou até de quem passou por aqui, jogou ou trabalhou e foi embora, mas que acabou voltando.

Pachequinho, Tcheco, Alex, Marcelo Oliveira, Rene Simões, Rafael, Mozer, o próprio Evangelino, Vialle, e tantos outros nomes que tiveram vínculo além do normal com o clube. Não me surpreenderia se Sandro Forner reaparecesse como novo indicado para o cargo de treinador (foi só uma piada de mau gosto).

Pachequinho é um deles, como atleta e treinador. Como treinador viveu momentos que muitos apostaram ser o fim definitivo da relação. Vialle- como cartola do clube. Encara agora a terceira tentativa de finalmente se eleger presidente do clube, depois da última tentativa e bater trave.

Tcheco já foi do céu ao inferno, também como treinador e atleta. Como atleta teve uma história que se sustenta até hoje, nem tanto como treinador. Assim como Pachequinho. E assim segue o Coritiba, fazendo amigos definitivos, mas cada vez mais distante de sua torcida. Não que este texto seja uma crítica à volta de Pachequinho, pelo contrário. Como auxiliar, creio ser o nome ideal.

Isso talvez explique uma série de questões que nos debatemos para entender, nestes anos acumulados, tentando descobrir a alma deste clube.

Uma relação que alcança o inexplicável. Vai na boa com alguns ex-funcionários, mas se afastando cada vez mais do que deveria ser seu principal objetivo, a torcida. Viramos um clube de conselheiros que se bastam.

Mais uma vez, depois de três anos, chegamos perto do que define a vida do Coritiba para os próximos três anos. Nova eleição que definirá o caminho por outros três anos, para deleite de um conselho do “ bolinha”.

É disso que vivemos: de apostas, não só no comando do clube, mas que se refletem no elenco, ultimamente montado nas mesmas apostas que nunca deram ou trouxeram resultado.

Com Pachequinho, Vialle ou Follador... que Deus nos guie, sempre.

Sobre o autor

Sergio Brandão
O Coritiba está na minha alma, muito mais até que no coração. Aprendi a gostar de futebol assim, de alma e também de coração. Sou do tempo do Belfort Duarte, hoje Couto Pereira. Isso foi no início dos anos 60. De lá nunca mais saí. Na década de 70, o Coritiba me conquista definitivamente, quando montou times inesquecíveis, várias vezes campeão. Período que passei a frequentar programas de rádio para tentar ficar o mais próximo que podia do futebol. Foi a época de Dirceu Graeser, no famoso"Viva o Futebol", na Rádio Clube, depois Rádio Cruzeiro. Foi o meu começo nos meios de comunicação. Vivo do jornalismo há mais de 30 anos, dedicados ao Rádio e principalmente televisão. Hoje sou muito mais da arquibancada. Sou mais torcedor e menos jornalista, principalmente quando o assunto é Coritiba.

Sobre o blog

Sou jornalista há mais de 30 anos. A profissão e a condição de torcedor, me fizeram aprender a policiar posições quando escrevo para tv ou rádio. Isso me desenvolveu muito o lado crítico. Costumo dizer que futebol é uma coisa e esporte é outra, bem diferente. Basicamente porque o futebol se transformou num produto da mídia e envolve muito dinheiro. O esporte amador, não. Sem dinheiro ele apenas sobrevive. É o caminho que o vôlei começou a tomar, por exemplo, mas ainda passa longe de ser o sucesso que é o futebol. Gosto de escrever sobre os dois: esporte e futebol. Jornalismo é minha profissão, o Coritiba minha paixão. Será um prazer estar aqui com vocês falando sobre tudo isso.
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