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Arquibancada
ArquibancadaSergio Brandão

Com requintes de crueldade

Parece que Guilherme Parede não sai mais do time. Se soma com Wilson e Alisson Farias. Passa a figurar entre os que só não joga se estiver machucado ou suspenso.

Não que o menino esteja jogando o fino da bola, mas é o artilheiro e na falta de algo melhor, seus gols andam garantindo pelo menos um pontinho, como festeja o site do clube, após este empate de 2x2. Quem sabe seja mesmo melhor assim, pra não se lamentar novamente da mediocridade deste time.

Mas por aí acaba o pouco de bom, ou menos ruim, que a torcida tem para festejar. Porque internamente se sabe que a festa é pelo ponto garantido em Maceió e não o lamento do que foi perdido. Pelo menos é assim que contam este triste 2x2, na matéria que ganha destaque no coritiba.com.br.

De resto e no geral, as lamentações de sempre: sufoco no primeiro tempo, Wilson livrou a cara de todos em espetaculares defesas e no primeiro tempo o Coritiba escapou de perder o jogo pelo menos por uns 2x0. O parágrafo resume o Coxa em mais uma rodada, onde não fugiu do habitual que nos segue há 6 longos e cansativos meses.

Como novidade e indignação, fica a pergunta: como um time na situação do Coritiba, com todo o histórico destas primeiras 13 rodadas, se dá ao luxo de permitir perder três pontos desta forma tão absurda? Pior que isso seria permitir uma virada de 3 x 2, que do jeito que as coisas andam, não me parece assim tão impossível. Logo nos darão mais este presente.

Pior que isso, é saber que mesmo assim, os dias seguintes serão os mesmos, sem mudanças ou cobranças que encaminhem o time a uma situação melhor.

Começo a me ocupar com outras coisas nos momento dos jogos, como ontem 29/06.

Fui ao teatro, ao Guaíra, ver Ballet, com casa cheia, público pagando pra ter espetáculo e no palco expectativa correspondida. Profissionais dedicados, com concentração no serviço a que se propõe, capaz de emocionar e receber os aplausos de pé, de um público agradecido, retornando pra casa de alma lavada.

Coisa que este Coritiba, em outro palco, também já foi capaz de me dar há alguns anos.

Sobre o autor

Sergio Brandão
O Coritiba está na minha alma, muito mais até que no coração. Aprendi a gostar de futebol assim, de alma e também de coração. Sou do tempo do Belfort Duarte, hoje Couto Pereira. Isso foi no início dos anos 60. De lá nunca mais saí. Na década de 70, o Coritiba me conquista definitivamente, quando montou times inesquecíveis, várias vezes campeão. Período que passei a frequentar programas de rádio para tentar ficar o mais próximo que podia do futebol. Foi a época de Dirceu Graeser, no famoso"Viva o Futebol", na Rádio Clube, depois Rádio Cruzeiro. Foi o meu começo nos meios de comunicação. Vivo do jornalismo há mais de 30 anos, dedicados ao Rádio e principalmente televisão. Hoje sou muito mais da arquibancada. Sou mais torcedor e menos jornalista, principalmente quando o assunto é Coritiba.

Sobre o blog

Sou jornalista há mais de 30 anos. A profissão e a condição de torcedor, me fizeram aprender a policiar posições quando escrevo para tv ou rádio. Isso me desenvolveu muito o lado crítico. Costumo dizer que futebol é uma coisa e esporte é outra, bem diferente. Basicamente porque o futebol se transformou num produto da mídia e envolve muito dinheiro. O esporte amador, não. Sem dinheiro ele apenas sobrevive. É o caminho que o vôlei começou a tomar, por exemplo, mas ainda passa longe de ser o sucesso que é o futebol. Gosto de escrever sobre os dois: esporte e futebol. Jornalismo é minha profissão, o Coritiba minha paixão. Será um prazer estar aqui com vocês falando sobre tudo isso.
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