Cada vez pior
Não serão suas equivocadas escalações, seu futebol covarde, o time que não anda e não obedece seus gritos de “ vamos sair de trás “, que vão nos tirar deste buraco.
Se já estamos esgotados de reclamar de Pastana, Barroca e Samir, agora vamos em coro eleger Jorginho como a bola da vez, que nunca foi o sonho de consumo da maioria, mas tinha a proteção e a conquista do acesso à primeira divisão, ano passado.
Achamos que mesmo com um elenco limitado, nos deixaria no meio da tabela, com seu futebol “cuidadoso”, mas não contava ou ainda não sabia que Jorginho escala mal. Pelo menos não era assim, não foi assim na primeira passagem por aqui. Assim como protagoniza uma misteriosa história de escalar o que tem de pior e o menos ruim deixar no banco.
Parece que só esquecemos do principal: virar a chave e deixá-la no modo A. Coisa que Jorginho também não fez. Nem ele nem Samir.
Definitivamente nos nivelamos por baixo. Porque diante de Barroca, um treinador emergente, ainda procurando seu espaço, preferimos a experiência e o jeito do veterano Jorginho de armar o time. Não que Barroca tenha sido melhor, não que tivéssemos avalizado ou tivesse qualquer responsabilidade sobre a saída de um e a volta do outro, mas foi a opção dada pelo todo poderoso.
Estamos no mato, cagados e sem moita por perto.
A segunda divisão se aproxima e não vejo horizonte melhor que não seja relaxar e aproveitar as rodadas seguintes da seria A.
Será o fechamento do nosso Carma, imposto pela mediocridade, inexperiência e teimosia de Samir. Com mais sofrimento, se é que ainda dá pra se interessar por algo feito por este grande circo que virou o Coritiba.
Há tempo o meu sentimento é só de vergonha. Somos o retrato da covardia, do anti-futebol, do pequeno que nem em casa é respeitado por quem quer que seja. Torcemos por um time capaz de tirar o prazer pelo futebol.
Pra não usar o velho jargão, de larguei os betes, ainda consigo olhar buscando um novo clube em 2021, mas com Follador, que me parece ser a única saída.
Sobre o autor
O Coritiba está na minha alma, muito mais até que no coração. Aprendi a gostar de futebol assim, de alma e também de coração. Sou do tempo do Belfort Duarte, hoje Couto Pereira. Isso foi no início dos anos 60. De lá nunca mais saí. Na década de 70, o Coritiba me conquista definitivamente, quando montou times inesquecíveis, várias vezes campeão. Período que passei a frequentar programas de rádio para tentar ficar o mais próximo que podia do futebol. Foi a época de Dirceu Graeser, no famoso"Viva o Futebol", na Rádio Clube, depois Rádio Cruzeiro. Foi o meu começo nos meios de comunicação. Vivo do jornalismo há mais de 30 anos, dedicados ao Rádio e principalmente televisão. Hoje sou muito mais da arquibancada. Sou mais torcedor e menos jornalista, principalmente quando o assunto é Coritiba.
Sobre o blog
Sou jornalista há mais de 30 anos. A profissão e a condição de torcedor, me fizeram aprender a policiar posições quando escrevo para tv ou rádio. Isso me desenvolveu muito o lado crítico. Costumo dizer que futebol é uma coisa e esporte é outra, bem diferente. Basicamente porque o futebol se transformou num produto da mídia e envolve muito dinheiro. O esporte amador, não. Sem dinheiro ele apenas sobrevive. É o caminho que o vôlei começou a tomar, por exemplo, mas ainda passa longe de ser o sucesso que é o futebol. Gosto de escrever sobre os dois: esporte e futebol. Jornalismo é minha profissão, o Coritiba minha paixão. Será um prazer estar aqui com vocês falando sobre tudo isso.
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