Logo COXAnautas

Arquibancada
ArquibancadaSergio Brandão

Assim não sobe!

Na coluna passada revelei aqui minhas conjecturas sobre o que Samir estaria pensando sobre este novo Coritiba, depois da goleada de 5x1 em cima do Toledo. Pois ontem, depois da derrota, ops, empate com o Azuriz de Pato Branco, pensei o mesmo. Não que esteja supondo que Samir tenha se transformado num torcedor contrário as ações da nova diretoria, mas que no mínimo não deve conter um sorrizinho de canto de boca dizendo intimamente que as coisas não são assim tão simples como estavam parecendo. E de fato não são.

Mesmo com as poucas modificações feitas nesta partida de ontem, quarta-feira (21), não é justificável o fraco futebol apresentado pelo Coritiba. Não cabe mais a desculpa de falta de entrosamento. Só aceito que a ideia, que a tolerância deve ser por todo o Campeonato Regional, mas já deveria mostrar alguma qualidade, sem estas alternâncias, esta instabilidade de alguns atletas e do conjunto também. Ainda que veja ainda muita gente justificando o empate pela qualidade do adversário. Oras, é daí pra cima o que enfrentaremos na segunda divisão, sem levar em conta a qualidade da Copa do Brasil que a partir de agora é outra competição.

Coritiba e Azuriz me lembrou muito o velho e limitado time que terminou a temporada passada. Sem criação no meio de campo, com consequências graves no resultado porque acaba não criando oportunidades de gol. E mesmo que o argumento seja a proposta do Azuriz de ter vindo fechado, jogando por uma única bola, é bom lembrar que a vacina contra isso é criar de duas a quatro opções de jogo para furar o ferrolho adversário, situação que também será muito comum na Série B.

Por tanto, que venham as demais rodadas do regional para acertar o time, que venham mais reforços e se possível contratações de peso, porque assim, não vai subir.

Sobre o autor

Sergio Brandão
O Coritiba está na minha alma, muito mais até que no coração. Aprendi a gostar de futebol assim, de alma e também de coração. Sou do tempo do Belfort Duarte, hoje Couto Pereira. Isso foi no início dos anos 60. De lá nunca mais saí. Na década de 70, o Coritiba me conquista definitivamente, quando montou times inesquecíveis, várias vezes campeão. Período que passei a frequentar programas de rádio para tentar ficar o mais próximo que podia do futebol. Foi a época de Dirceu Graeser, no famoso"Viva o Futebol", na Rádio Clube, depois Rádio Cruzeiro. Foi o meu começo nos meios de comunicação. Vivo do jornalismo há mais de 30 anos, dedicados ao Rádio e principalmente televisão. Hoje sou muito mais da arquibancada. Sou mais torcedor e menos jornalista, principalmente quando o assunto é Coritiba.

Sobre o blog

Sou jornalista há mais de 30 anos. A profissão e a condição de torcedor, me fizeram aprender a policiar posições quando escrevo para tv ou rádio. Isso me desenvolveu muito o lado crítico. Costumo dizer que futebol é uma coisa e esporte é outra, bem diferente. Basicamente porque o futebol se transformou num produto da mídia e envolve muito dinheiro. O esporte amador, não. Sem dinheiro ele apenas sobrevive. É o caminho que o vôlei começou a tomar, por exemplo, mas ainda passa longe de ser o sucesso que é o futebol. Gosto de escrever sobre os dois: esporte e futebol. Jornalismo é minha profissão, o Coritiba minha paixão. Será um prazer estar aqui com vocês falando sobre tudo isso.
Ver comentários (25)
Link copiado para a área de transferência