Assim fica difícil!
O resultado, que ficou barato, trouxe o velho sentimento de vergonha, que aos poucos parecia estar sumindo, depois do vexame na decisão do Paranaense. Lotar o Couto para mais um desastre, era tudo que a nação Coxa não queria. Nem o argumento de não ter os principais atletas diminui a frustração. Nem o pedido de desculpas de Carpegiani afaga o já cansado coração do torcedor alviverde.
Fiquei observando as manifestações sobre o desastre, hoje chamado de Belgrano, e me junto ao mimimi de todos. Mais uma frustração não cabe em nosso já lotado currículo de derrotas e insucessos, quando alguns já apostavam em recuperação. Quem sabe uma classificação com uma vitória na mesma altura, nos devolva um pouco da autoestima.
Sabemos não ser o que nos espera, nesmo com o time completo. Me junto ao grupo que pede concentração absoluta no Brasileiro, até que alguém nos apresente outra alternativa, que não seja esta.
Fica mais uma vez, para o ano seguinte, a sonhada virada de mesa. A possibilidade de ter um time de nível, que com um elenco de qualidade possa fechar uma temporada brigando por mais de uma competição de nível.
O ano eleitoral no Coxa é o caminho. Assunto que neste momento ainda deve ser tratado como secundário. Se há anos não conseguimos fazer o mínimo que um time precisa fazer, pra agradar sua torcida, então que continuemos nos contentando com o máximo que podem nos oferecer: a manutenção do clube na primeira divisão do brasileiro (se é que podem garantir isso).
Quando pudermos andar e falar ao mesmo tempo, quem sabe a gente sonhe com algo maior.
A condição é muito pequena e difícil de ser aceita diante do que já foi um dia o Coritiba.
Sobre o autor
O Coritiba está na minha alma, muito mais até que no coração. Aprendi a gostar de futebol assim, de alma e também de coração. Sou do tempo do Belfort Duarte, hoje Couto Pereira. Isso foi no início dos anos 60. De lá nunca mais saí. Na década de 70, o Coritiba me conquista definitivamente, quando montou times inesquecíveis, várias vezes campeão. Período que passei a frequentar programas de rádio para tentar ficar o mais próximo que podia do futebol. Foi a época de Dirceu Graeser, no famoso"Viva o Futebol", na Rádio Clube, depois Rádio Cruzeiro. Foi o meu começo nos meios de comunicação. Vivo do jornalismo há mais de 30 anos, dedicados ao Rádio e principalmente televisão. Hoje sou muito mais da arquibancada. Sou mais torcedor e menos jornalista, principalmente quando o assunto é Coritiba.
Sobre o blog
Sou jornalista há mais de 30 anos. A profissão e a condição de torcedor, me fizeram aprender a policiar posições quando escrevo para tv ou rádio. Isso me desenvolveu muito o lado crítico. Costumo dizer que futebol é uma coisa e esporte é outra, bem diferente. Basicamente porque o futebol se transformou num produto da mídia e envolve muito dinheiro. O esporte amador, não. Sem dinheiro ele apenas sobrevive. É o caminho que o vôlei começou a tomar, por exemplo, mas ainda passa longe de ser o sucesso que é o futebol. Gosto de escrever sobre os dois: esporte e futebol. Jornalismo é minha profissão, o Coritiba minha paixão. Será um prazer estar aqui com vocês falando sobre tudo isso.
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