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ArquibancadaSergio Brandão

As "perolas" de Sandro

Este Coritiba que nos dão para torcer tira até a espontaneidade da gente. Entendo que é um período para se concentrar na construção do ambiente que deve ser o mais tranquilo possível. Afinal, estamos numa semana decisiva com o principal rival e a tarefa é bastante indigesta. Mas não resisto a uma questão, ou sugestão que pode servir para o Brasileiro, independente do resultado do regional.

Aliás, esta sugestão já fiz há algumas semanas em minha página no Facebook.

Já que Forner é a menina dos olhos do presidente, que já deixou claro que não o afastará do cargo tão cedo, que tal poupar o treinador no sentido de tirá-lo da responsabilidade de a cada pós-jogo dar explicações nas chatas e cansativas coletivas?

Além de Sandro não ter mais argumentos, anda dizendo bobagens. Pra não lembrar das mais famosas, quando disse que o Coritiba já tinha cumprido sua missão chegando até a segunda fase da Copa do Brasil, depois a famosa coletiva do pós –jogo com o Cianorte, onde mandou mais duas pérolas. Disse que a torcida exagera na cobrança e que “não tem tido tempo para treinar o time.

Agora mais uma, na coletiva pós-atletiba, onde se destemperou com a imprensa, falando novas bobagens. Pior, sem conseguir ser claro sobre suas reclamações. Durante a sua fala, Sandro percebeu que passava da medida ao cobrar da imprensa algumas questões, e acabou se perdendo na explicação e aos poucos foi diminuindo o tom da fala. Aliás,digas-se de passagem, o único destempero de Sandro até aqui. Em três meses de trabalho, foi a primeira vez que vi o treinador Coxa perder a paciência com alguma coisa. Sem dúvida o equilíbrio é uma das qualidades do nosso treinador.

Com um breve exercício de raciocínio, a gente até consegue entender o contexto, mas convenhamos, aqui ninguém tá com tempo e nem paciência pra fazer exercícios com o que de fato Sandro tenta dizer a cada uma destas coletivas. Interpretação não é bem o que a torcida do Coritiba gostaria de fazer neste momento.

Já que não nos dão ouvidos, nada de mudanças que apontem para um caminho menos penoso, no departamento de futebol, que tal mudar pelo menos as coletivas de pós-jogo?

Colocar Tcheco para falar, por exemplo. Ou passar um pouco da responsabilidade ao Augusto Oliveira, diretor do departamento de futebol. Ou até mesmo quem sabe o próprio presidente poderia se expor um pouco mais. Ou uma vez ou outra chamar alguém do G5... ou o capitão do time, que pelo que sei, continua sendo o Alecsandro ou Kleber (se voltar).

O fato é que estas coletivas andam se tornando em mais um problema. Se repetir as primeiras do ano, não perceberemos a diferença. Acaba sendo um desrespeito à inteligência de quem pensa um pouco.

Com a mudança, a artilharia da torcida muda um pouco e seremos poupados de Sandro Forner que já cansou, repetindo as mesmas desculpas de sempre e que anda mais irritando do que esclarecendo. E assim, o treinador também será poupado.

Na entrevista exclusiva que fizemos com Sandro, pela TV COXAnautas, ainda em dezembro, antes do início da pré-temporada, Sandro me ganhou principalmente pelo seu caráter, simplicidade, humildade e educação. O treinador Coxa é uma figura do bem. Mas como caráter não ganha jogo, acho que talvez tenha chegado a hora de preservar a imagem de quem tem uma história de trabalho com o clube e que precisa ser respeitada.

Seria bom nossos dirigentes ou assessoria de imprensa levar isso em conta.




Sobre o autor

Sergio Brandão
O Coritiba está na minha alma, muito mais até que no coração. Aprendi a gostar de futebol assim, de alma e também de coração. Sou do tempo do Belfort Duarte, hoje Couto Pereira. Isso foi no início dos anos 60. De lá nunca mais saí. Na década de 70, o Coritiba me conquista definitivamente, quando montou times inesquecíveis, várias vezes campeão. Período que passei a frequentar programas de rádio para tentar ficar o mais próximo que podia do futebol. Foi a época de Dirceu Graeser, no famoso"Viva o Futebol", na Rádio Clube, depois Rádio Cruzeiro. Foi o meu começo nos meios de comunicação. Vivo do jornalismo há mais de 30 anos, dedicados ao Rádio e principalmente televisão. Hoje sou muito mais da arquibancada. Sou mais torcedor e menos jornalista, principalmente quando o assunto é Coritiba.

Sobre o blog

Sou jornalista há mais de 30 anos. A profissão e a condição de torcedor, me fizeram aprender a policiar posições quando escrevo para tv ou rádio. Isso me desenvolveu muito o lado crítico. Costumo dizer que futebol é uma coisa e esporte é outra, bem diferente. Basicamente porque o futebol se transformou num produto da mídia e envolve muito dinheiro. O esporte amador, não. Sem dinheiro ele apenas sobrevive. É o caminho que o vôlei começou a tomar, por exemplo, mas ainda passa longe de ser o sucesso que é o futebol. Gosto de escrever sobre os dois: esporte e futebol. Jornalismo é minha profissão, o Coritiba minha paixão. Será um prazer estar aqui com vocês falando sobre tudo isso.
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