Após decepções e protestos
Os dois depoimentos me deram a clara impressão de que a única medida que Jaci e Morisco tinham era a arquibancada que, a duras penas, se conteve o ano todo, reprimindo protestos mais calorosos. Carregando durante muitos anos a fama de torcida chata e impaciente, de fato este ano a torcida Coxa reprimiu suas manifestações em nome do acesso, para não criar clima desfavorável.
Nesta semana de última rodada em Manaus, quem sabe seja interessante soltar a rédea e fazer uma coletânea das melhores opiniões sobre todas as manifestações da torcida depois deste sétimo empate em zero a zero que capou o tesão contido de comemorar o primeiro título nacional em casa. Reunir as melhores resenhas e exibir ao grupo em uma reunião fechada, porque se não deu de um jeito, quem sabe mexendo com os brios o resultado seja outro e melhor.
Estive em todos os jogos do Coritiba este ano no Couto, e na maioria das vezes saí decepcionado com a qualidade do futebol, mesmo que em pobres resultados, nos mantivemos no G4.
Se hoje fizerem uma pesquisa séria entre torcedores do Coritiba, suponho que perto de 90% não está satisfeita com a qualidade do que vimos.
Não quero entrar no mérito de qualidade individual e nem do treinador – já manifestei minhas posições sobre os dois temas longamente nas redes sociais e aqui mesmo no COXAnautas.
Quero apenas dizer que alguma coisa a mais do que fizeram até agora precisa ser feita para a partida contra o Amazonas, fora de casa. Agora, mais do que nunca, é PRECISO vencer este título. Se antes bastava o acesso, agora o título de campeão também é obrigação.
Sobre o autor
O Coritiba está na minha alma, muito mais até que no coração. Aprendi a gostar de futebol assim, de alma e também de coração. Sou do tempo do Belfort Duarte, hoje Couto Pereira. Isso foi no início dos anos 60. De lá nunca mais saí. Na década de 70, o Coritiba me conquista definitivamente, quando montou times inesquecíveis, várias vezes campeão. Período que passei a frequentar programas de rádio para tentar ficar o mais próximo que podia do futebol. Foi a época de Dirceu Graeser, no famoso"Viva o Futebol", na Rádio Clube, depois Rádio Cruzeiro. Foi o meu começo nos meios de comunicação. Vivo do jornalismo há mais de 30 anos, dedicados ao Rádio e principalmente televisão. Hoje sou muito mais da arquibancada. Sou mais torcedor e menos jornalista, principalmente quando o assunto é Coritiba.
Sobre o blog
Sou jornalista há mais de 30 anos. A profissão e a condição de torcedor, me fizeram aprender a policiar posições quando escrevo para tv ou rádio. Isso me desenvolveu muito o lado crítico. Costumo dizer que futebol é uma coisa e esporte é outra, bem diferente. Basicamente porque o futebol se transformou num produto da mídia e envolve muito dinheiro. O esporte amador, não. Sem dinheiro ele apenas sobrevive. É o caminho que o vôlei começou a tomar, por exemplo, mas ainda passa longe de ser o sucesso que é o futebol. Gosto de escrever sobre os dois: esporte e futebol. Jornalismo é minha profissão, o Coritiba minha paixão. Será um prazer estar aqui com vocês falando sobre tudo isso.
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