Apelo ao torcedor
É verdade que uma partida de futebol a 5 reais, para os padrões dos preços de hoje, está quase de graça.
Há quem argumente que a torcida Coxa-branca é assim mesmo. Quando o time mais precisa, lá está ela em apoio ao time. Não acho que seja isso. O segredo está mesmo no preço.
Lá dentro do clube, a ordem deve ser: arrecadar a qualquer preço.
Na sua maioria, quem sabe 90% do público dos últimos jogos, seja de uma torcida pouco comum no estádio.
Seja da forma que for, o Coritiba está entre os 4 clubes que mais público reúne em seus jogos, na soma das três principais séries organizadas pela CBF.
Eu francamente compactuo com a proposta de muitos, de público zero, já há muito tempo.
Tenho na família e entre os amigos, gente que aproveita a promoção e tem ido aos jogos.
Quanto a mim, sinceramente não lembro qual foi a última vez que pisei no Couto, mas também não condeno os que optam em ir.
A promoção foi inteligente no primeiro momento. Havia a comoção com a morte de Krüger, era estreia na competição, havia a expectativa de um time diferente. Largou bem, com vitória - aliás único momento que frequentou o G4.
Achei que a derrota em Criciúma afastaria definitivamente quem ainda acreditava em reação. Não aconteceu. As filas voltaram a se formar em torno do Couto e mais uma vez, se não tiver casa cheia, pelo menos terá um bom público nos próximos três jogos em casa.
O Coritiba merece esta doação, dirigentes e atletas, não. Só espero que ao final desta gestão, depois dos muitos erros que cometeu, Samir não se apegue ao argumento de ter sido o presidente que trouxe o torcedor de volta ao estádio, mesmo com todo o fracasso que se desenha.
Sobre o autor
O Coritiba está na minha alma, muito mais até que no coração. Aprendi a gostar de futebol assim, de alma e também de coração. Sou do tempo do Belfort Duarte, hoje Couto Pereira. Isso foi no início dos anos 60. De lá nunca mais saí. Na década de 70, o Coritiba me conquista definitivamente, quando montou times inesquecíveis, várias vezes campeão. Período que passei a frequentar programas de rádio para tentar ficar o mais próximo que podia do futebol. Foi a época de Dirceu Graeser, no famoso"Viva o Futebol", na Rádio Clube, depois Rádio Cruzeiro. Foi o meu começo nos meios de comunicação. Vivo do jornalismo há mais de 30 anos, dedicados ao Rádio e principalmente televisão. Hoje sou muito mais da arquibancada. Sou mais torcedor e menos jornalista, principalmente quando o assunto é Coritiba.
Sobre o blog
Sou jornalista há mais de 30 anos. A profissão e a condição de torcedor, me fizeram aprender a policiar posições quando escrevo para tv ou rádio. Isso me desenvolveu muito o lado crítico. Costumo dizer que futebol é uma coisa e esporte é outra, bem diferente. Basicamente porque o futebol se transformou num produto da mídia e envolve muito dinheiro. O esporte amador, não. Sem dinheiro ele apenas sobrevive. É o caminho que o vôlei começou a tomar, por exemplo, mas ainda passa longe de ser o sucesso que é o futebol. Gosto de escrever sobre os dois: esporte e futebol. Jornalismo é minha profissão, o Coritiba minha paixão. Será um prazer estar aqui com vocês falando sobre tudo isso.
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