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Arquibancada
ArquibancadaSergio Brandão

Ambiente favorável

Todo o ambiente está favorável. Casa cheia, torcedor há tempos afastado, voltando ao Couto, grandes opositores de Samir propondo trégua.

Um ambiente sem dúvida favorável, mesmo que o clima de comoção com a despedida de Krüger seja o fator principal. Mais até que a própria estreia do Coritiba no Brasileiro da Série B, mas ao olhar a escalação, é impossível não ser tomado por um ligeiro desânimo, principalmente se olharmos a provável meia cancha, com Vitor Carvalho, Elyeser e Thiago Lopes.

A ausência de Juan Alano, Giovanni, Wanderley e João Vitor, devolvem ao time, velhos conhecidos do torcedor e que não garantem qualidade na criação e até no desarme.

Nem as afirmações seguras do treinador, apostando no que ele chama de consistência e amadurecimento do time. Umberto Louzer afirma que o tempo que teve a mais para trabalhar, com a eliminação das finais do regional, foram produtivas e com isso o time “ amadureceu”, diz o treinador.

Não acredito em amadurecimento ou mágica que faça Vitor Carvalho, Thiago Lopes e Elyeser, jogarem mais do que jogaram até aqui.

Vejo matérias na tv e leio textos sobre expectativas dos 20 participantes da Série A. Todos fazem projeções reais com suas possibilidades. Os grandes brigam pelas primeiras colocações. Alguns se satisfazem com a primeira página, ficando entre os dez primeiros. Outros se dão por satisfeitos por conseguir se manter na Série A.

Não surpreendo ninguém e não digo nenhuma novidade que a situação na Série B é bem diferente: no mínimo clubes como Coritiba e Ponte Preta, entram como favoritos entre os 20 participantes que devem brigar pelo acesso à Séria A de 2020.

Já há tempos deveríamos ter aprendido uma lição na disputa da segundona: ponto perdido dentro de casa, seja com derrota ou empate, faz uma baita falta lá na frente.

Que valha pela festa e mobilização em homenagem ao nosso maior ídolo, Dirceu Krüger, Homenagem que fica na arquibancada e entre dirigentes que devem oferecer o melhor ao encontro histórico.

Em campo, Louzer e seus comandados tem a obrigação de vencer o primeiro adversário direto que teremos pela frente.

Sobre o autor

Sergio Brandão
O Coritiba está na minha alma, muito mais até que no coração. Aprendi a gostar de futebol assim, de alma e também de coração. Sou do tempo do Belfort Duarte, hoje Couto Pereira. Isso foi no início dos anos 60. De lá nunca mais saí. Na década de 70, o Coritiba me conquista definitivamente, quando montou times inesquecíveis, várias vezes campeão. Período que passei a frequentar programas de rádio para tentar ficar o mais próximo que podia do futebol. Foi a época de Dirceu Graeser, no famoso"Viva o Futebol", na Rádio Clube, depois Rádio Cruzeiro. Foi o meu começo nos meios de comunicação. Vivo do jornalismo há mais de 30 anos, dedicados ao Rádio e principalmente televisão. Hoje sou muito mais da arquibancada. Sou mais torcedor e menos jornalista, principalmente quando o assunto é Coritiba.

Sobre o blog

Sou jornalista há mais de 30 anos. A profissão e a condição de torcedor, me fizeram aprender a policiar posições quando escrevo para tv ou rádio. Isso me desenvolveu muito o lado crítico. Costumo dizer que futebol é uma coisa e esporte é outra, bem diferente. Basicamente porque o futebol se transformou num produto da mídia e envolve muito dinheiro. O esporte amador, não. Sem dinheiro ele apenas sobrevive. É o caminho que o vôlei começou a tomar, por exemplo, mas ainda passa longe de ser o sucesso que é o futebol. Gosto de escrever sobre os dois: esporte e futebol. Jornalismo é minha profissão, o Coritiba minha paixão. Será um prazer estar aqui com vocês falando sobre tudo isso.
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