Algo para comemorar
Também embarco nesta onda, porque ninguém é de ferro. Pelo menos nos dão dois ou três dias para respirar e acreditar em algo melhor do que andavam nos oferecendo.
Na verdade temos três bons motivos para comemorar: a vitória num clássico, que sempre é um clássico, o retorno de Berola e a estreia de Galdezani. Tudo isso ainda com o selo de qualidade com a marca de Kleber, que volta a marcar e com um belo gol de cabeça. Então, temos quatro bons motivos para deixar de lado um pouco as amarguras?
A luz amarela que piscava, quase entrando no vermelho, dá lugar ao verde, sinalizando passagem livre. Nos cabe agora a torcida, que pela enésima vez pode acreditar, quem sabe, com um pouco de sorte, que a coisa finalmente vai engrenar.
A torcida Coxa é tão estranha e tão moldada em situações inusitadas como esta, que tudo isso pode se acabar num resultado ruim ou pouco convincente na quarta-feira, pela Copa do Brasil, na Bahia, contra o Vitória da Conquista. Como também, tudo pode virar um mar de rosas se vencer e trouxer para casa a classificação para a segunda fase da Copa. Aí sim, para muitos, a coisa engrena e este time passa a ser o melhor de todos os tempos. Aos mais reservados, vai restar muitas ponderações. É nesta última categoria que me incluo.
Sem muito mais o que dizer, parece que voltamos ao início do texto e de muitas outras histórias vividas nestes últimos 5 anos. Ou seja: uma vitória num momento importante, com duas boas gratas surpresas (Berola e Galdezani), mas se colocarmos os dois pés no chão, apenas comemoramos a saída de um dos pés da lama. Apenas e tão somente.
Apenas o indicativo que o trabalho para ter o que queremos e precisamos, está apenas começando.
SAV
Sobre o autor
O Coritiba está na minha alma, muito mais até que no coração. Aprendi a gostar de futebol assim, de alma e também de coração. Sou do tempo do Belfort Duarte, hoje Couto Pereira. Isso foi no início dos anos 60. De lá nunca mais saí. Na década de 70, o Coritiba me conquista definitivamente, quando montou times inesquecíveis, várias vezes campeão. Período que passei a frequentar programas de rádio para tentar ficar o mais próximo que podia do futebol. Foi a época de Dirceu Graeser, no famoso"Viva o Futebol", na Rádio Clube, depois Rádio Cruzeiro. Foi o meu começo nos meios de comunicação. Vivo do jornalismo há mais de 30 anos, dedicados ao Rádio e principalmente televisão. Hoje sou muito mais da arquibancada. Sou mais torcedor e menos jornalista, principalmente quando o assunto é Coritiba.
Sobre o blog
Sou jornalista há mais de 30 anos. A profissão e a condição de torcedor, me fizeram aprender a policiar posições quando escrevo para tv ou rádio. Isso me desenvolveu muito o lado crítico. Costumo dizer que futebol é uma coisa e esporte é outra, bem diferente. Basicamente porque o futebol se transformou num produto da mídia e envolve muito dinheiro. O esporte amador, não. Sem dinheiro ele apenas sobrevive. É o caminho que o vôlei começou a tomar, por exemplo, mas ainda passa longe de ser o sucesso que é o futebol. Gosto de escrever sobre os dois: esporte e futebol. Jornalismo é minha profissão, o Coritiba minha paixão. Será um prazer estar aqui com vocês falando sobre tudo isso.
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