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Arquibancada
ArquibancadaSergio Brandão

Ainda torço!

Eu não torço só para o Coritiba. Torço por uma história gloriosa, por inesquecíveis domingos ou quartas- feiras dedicados a esta relação de muitos anos.

Não torço só pelo Coritiba. Torço pelo Krüger porque é ele que vive, pelo Zé, pelo Célio, pelo Tobi, pelo Nico...pelos atletibas jogados, pelo Coritiba de muitas histórias que se perdem e se misturam com outras histórias vividas por cada um de nós torcedores.

Pelo Coritiba de muitos atletas que vestiram o manto sagrado, muitas vezes em nosso nome, que em pouco mais de cento e tantos anos, ainda vive teimosamente na vida da gente. Capaz de encher um Couto com nenhum apelo, como num Coritiba x Cuiabá, ou num Coxa x Ponte, Oeste, Pelotas... que me desculpem os menos importantes, mas é só pelo Coritiba que ainda vamos ao Couto. Não é mais por vocês.

Torcemos pelo Coritiba das histórias que ouvimos e algumas nem vimos, mas principalmente pelo Coritiba das histórias que presenciamos. São elas que alimentam isso tudo.

Torcemos pelo Coritiba de muitos ídolos e histórias. Pelo Coritiba que foi capaz de apaixonar, mesmo quando não empolgava, como agora. Mas é que agora a história tá diferente, o sentimento é outro. Acho que pelo cansaço ( pelo menos meu). Tenho perdido a cada jogo o interesse e acho que o meu limite está bem próximo, coisa de duas ou até uma semana, talvez.

Mas ainda torço… pelo Coritiba que, inexplicavelmente resiste apesar de...

Este sentimento tá cravado na gente. Não falo por todos porque não tenho procuração, mas acho que pela maioria.

Torcemos por um Coritiba melhor do que este que nos dão para torcer há anos.

Torço, torço muito pela volta de dias melhores.

Acho que ainda consigo!

Sobre o autor

Sergio Brandão
O Coritiba está na minha alma, muito mais até que no coração. Aprendi a gostar de futebol assim, de alma e também de coração. Sou do tempo do Belfort Duarte, hoje Couto Pereira. Isso foi no início dos anos 60. De lá nunca mais saí. Na década de 70, o Coritiba me conquista definitivamente, quando montou times inesquecíveis, várias vezes campeão. Período que passei a frequentar programas de rádio para tentar ficar o mais próximo que podia do futebol. Foi a época de Dirceu Graeser, no famoso"Viva o Futebol", na Rádio Clube, depois Rádio Cruzeiro. Foi o meu começo nos meios de comunicação. Vivo do jornalismo há mais de 30 anos, dedicados ao Rádio e principalmente televisão. Hoje sou muito mais da arquibancada. Sou mais torcedor e menos jornalista, principalmente quando o assunto é Coritiba.

Sobre o blog

Sou jornalista há mais de 30 anos. A profissão e a condição de torcedor, me fizeram aprender a policiar posições quando escrevo para tv ou rádio. Isso me desenvolveu muito o lado crítico. Costumo dizer que futebol é uma coisa e esporte é outra, bem diferente. Basicamente porque o futebol se transformou num produto da mídia e envolve muito dinheiro. O esporte amador, não. Sem dinheiro ele apenas sobrevive. É o caminho que o vôlei começou a tomar, por exemplo, mas ainda passa longe de ser o sucesso que é o futebol. Gosto de escrever sobre os dois: esporte e futebol. Jornalismo é minha profissão, o Coritiba minha paixão. Será um prazer estar aqui com vocês falando sobre tudo isso.
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