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Arquibancada
ArquibancadaSergio Brandão

Ainda falta muito

É numa matada de bola, num passe, num deslocamento, numa descoberta de um companheiro em melhores condições onde é possível ver a diferença deste Coritiba para o do ano passado. Giovani é um 10 que não temos há muito tempo. Rodrigão, no seu estilo de centroavante carismático, marcando logo na estreia, vão nos dando esperanças que com um pouco de sorte possamos terminar 2019 melhor do que fizemos em 2018.

É pouco, muito pouco se o sonho é terminar o ano subindo de divisão. Porque estar entre os melhores do regional, parece ser obrigação e não é uma tarefa impossível, mesmo sem nenhum dos grandes nesta fase final de turno.

Muito trabalho terá Argel pela frente. Porque mesmo com a ambientação de alguns dos recém-chegados, o time não deve ser muito diferente do que está jogando. Deve melhorar, mas vai precisar de muito mais que trabalho de todos, o que não assegura uma Copa do Brasil e Série B com mais qualidade e de melhor desempenho do que precisa fazer.

Um nó na zaga precisa ser desfeito. Os dois gols tomados pelo Operário, foram de falhas, antes cometidas da mesma forma, só mudando os personagens. Os laterais que descem mais e melhor agora, precisam de cobertura que não estão tendo.

Iago e Vitor Carvalho ainda precisam mostrar mais futebol para saírem como titulares a cada partida, especialmente Iago que até agora, numa longa história como titular Coxa, tem a seu favor apenas um histórico de correria e de um belo gol no atletiba passado. Muito pouco para um atacante de um time como o Coritiba que se apresenta como grande e tem pretensões bem maiores do que o futebol que Iago mostrou até aqui.

Sobre o autor

Sergio Brandão
O Coritiba está na minha alma, muito mais até que no coração. Aprendi a gostar de futebol assim, de alma e também de coração. Sou do tempo do Belfort Duarte, hoje Couto Pereira. Isso foi no início dos anos 60. De lá nunca mais saí. Na década de 70, o Coritiba me conquista definitivamente, quando montou times inesquecíveis, várias vezes campeão. Período que passei a frequentar programas de rádio para tentar ficar o mais próximo que podia do futebol. Foi a época de Dirceu Graeser, no famoso"Viva o Futebol", na Rádio Clube, depois Rádio Cruzeiro. Foi o meu começo nos meios de comunicação. Vivo do jornalismo há mais de 30 anos, dedicados ao Rádio e principalmente televisão. Hoje sou muito mais da arquibancada. Sou mais torcedor e menos jornalista, principalmente quando o assunto é Coritiba.

Sobre o blog

Sou jornalista há mais de 30 anos. A profissão e a condição de torcedor, me fizeram aprender a policiar posições quando escrevo para tv ou rádio. Isso me desenvolveu muito o lado crítico. Costumo dizer que futebol é uma coisa e esporte é outra, bem diferente. Basicamente porque o futebol se transformou num produto da mídia e envolve muito dinheiro. O esporte amador, não. Sem dinheiro ele apenas sobrevive. É o caminho que o vôlei começou a tomar, por exemplo, mas ainda passa longe de ser o sucesso que é o futebol. Gosto de escrever sobre os dois: esporte e futebol. Jornalismo é minha profissão, o Coritiba minha paixão. Será um prazer estar aqui com vocês falando sobre tudo isso.
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