Agora com o time de futebol para torcer
O Coritiba vive outro momento sem dúvida, mesmo que a gente leve em conta as conhecidas surpresas que o futebol pode nos reservar na sequência. Mesmo que a esperada dureza da Série B nos pegue de jeito. Já sabemos que não será assim sempre, mas que o comando técnico dá a segurança de estar no caminho de dar uma cara para este time que a cada rodada vai ganhando a confiança da torcida.
Temos um objetivo e dele nos aproximamos cada vez mais. Da desconfiança instalada há anos, o orgulho resgatado recentemente. Um passo de cada vez. O fim dos vexames, a autoconfiança, vai aos poucos nos devolvendo o prazer perdido neste meio de caminho pelo futebol e principalmente o orgulho de ser Coxa.
Lembro sempre de uma frase que li em algum lugar aqui; há muitos anos, se referindo aos anos dourados quando orgulhosamente sempre saímos de casa (Couto Pereira), de cabeça erguida, porque era difícil sair dali, do Couto, com derrota nas costas " ta fácil torcer para o Coritiba", dizia esta frase que me marcou.
Ainda não está fácil como naquele tempo, longe disso, mas já temos time para torcer. Hoje falamos de futebol e não da administração do clube.
Com um pouco de sorte e neste ritmo, no final do ano, estamos comemorando o retorno à Série A, seja como campeão ou como quarto colocado, importa subir.
Só sei que estará em nossas mãos seguir cobrando e colocando na administração do clube, pessoas certas, comprometidas em manter o Coritiba no seu devido lugar.
Impossível terminar e concluir este raciocínio sem lembrar de Renato Follador. Chega a ser frustrante viver este momento e não ter ele ao lado para dividir este momento que o Coritiba vive. O grande autor intelectual desta virada de chave, que ainda não está terminada e por isso deixa grande responsabilidade ao seu sucessor.
Sobre o autor
O Coritiba está na minha alma, muito mais até que no coração. Aprendi a gostar de futebol assim, de alma e também de coração. Sou do tempo do Belfort Duarte, hoje Couto Pereira. Isso foi no início dos anos 60. De lá nunca mais saí. Na década de 70, o Coritiba me conquista definitivamente, quando montou times inesquecíveis, várias vezes campeão. Período que passei a frequentar programas de rádio para tentar ficar o mais próximo que podia do futebol. Foi a época de Dirceu Graeser, no famoso"Viva o Futebol", na Rádio Clube, depois Rádio Cruzeiro. Foi o meu começo nos meios de comunicação. Vivo do jornalismo há mais de 30 anos, dedicados ao Rádio e principalmente televisão. Hoje sou muito mais da arquibancada. Sou mais torcedor e menos jornalista, principalmente quando o assunto é Coritiba.
Sobre o blog
Sou jornalista há mais de 30 anos. A profissão e a condição de torcedor, me fizeram aprender a policiar posições quando escrevo para tv ou rádio. Isso me desenvolveu muito o lado crítico. Costumo dizer que futebol é uma coisa e esporte é outra, bem diferente. Basicamente porque o futebol se transformou num produto da mídia e envolve muito dinheiro. O esporte amador, não. Sem dinheiro ele apenas sobrevive. É o caminho que o vôlei começou a tomar, por exemplo, mas ainda passa longe de ser o sucesso que é o futebol. Gosto de escrever sobre os dois: esporte e futebol. Jornalismo é minha profissão, o Coritiba minha paixão. Será um prazer estar aqui com vocês falando sobre tudo isso.
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