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ArquibancadaSergio Brandão

Adeus, Manga!

Motivado pela excelente coluna do amigo Schumak, dr. Schumak, tento aqui dar meu parecer sobre o caso Alef Manga, denunciado pelo Ministério Público no escândalo da máfia das apostas.

Como torcedor, como cidadão, como pai responsável por uma filha menor, enlouquecida pelo Coritiba, não tenho um plano b para esta situação. Com todas as justificativas apresentadas acima, certamente não preciso argumentar, e se você entendeu, é porque o seu posicionamento pode ser o meu. Se não é assim, tem apenas uma questão que torna a sua decisão, ainda não revelada: ter em Manga o nosso único jogador decisivo, o principal responsável por este começo de recuperação Coxa, no Brasileiro.

Não consigo nem perder tempo pensando no custo benefício, coisa que me admira muito ver nas manifestações de muitos. Ontem, na estreia da live do novo produto oferecido aqui pelo site, “ Unidos pela Distância", debatemos mais de 50 minutos sobre o tema. Em meio a diversos posicionamentos, respeito todos, mas também precisamos clamar pelo mesmo tratamento. Já passou da hora de acharem um caminho para respeitar opiniões, seja lá de quem for.

Tenho minhas razões e não há possibilidade de mudança, mesmo que com a saída de Manga não haja reposição com a mesma qualidade. Acredito muito que o jogador não deve ser mantido no grupo.

Acredito que afastar o Manga é a única alternativa, por razões bastante claras, como também acho que deva se pensar numa punição de maior amplitude para o caso, tendo a proposta do companheiro André Ramiro, de impedir Manga de defender qualquer um dos 20 clubes que disputam a Série A até o final de 2024. Mas não concordo com algumas posições de banimento, afastamento definitivo do futebol. Manga errou, deve ser punido, mas não banido do futebol. Não cabe a nós todos que erramos, impedir alguém de exercer seu ofício.

Espero estar vendo um fechamento de ciclo no Coritiba. Na torcida para que junto com Manga, também se vá a má fase, mas que principalmente os recém chegados correspondam, nos tirando da memória o trauma criado por Pinho, Urso, Viana, Potker, Cadorini, Vitor Luis e agora por Alef Manga.

Sobre o autor

Sergio Brandão
O Coritiba está na minha alma, muito mais até que no coração. Aprendi a gostar de futebol assim, de alma e também de coração. Sou do tempo do Belfort Duarte, hoje Couto Pereira. Isso foi no início dos anos 60. De lá nunca mais saí. Na década de 70, o Coritiba me conquista definitivamente, quando montou times inesquecíveis, várias vezes campeão. Período que passei a frequentar programas de rádio para tentar ficar o mais próximo que podia do futebol. Foi a época de Dirceu Graeser, no famoso"Viva o Futebol", na Rádio Clube, depois Rádio Cruzeiro. Foi o meu começo nos meios de comunicação. Vivo do jornalismo há mais de 30 anos, dedicados ao Rádio e principalmente televisão. Hoje sou muito mais da arquibancada. Sou mais torcedor e menos jornalista, principalmente quando o assunto é Coritiba.

Sobre o blog

Sou jornalista há mais de 30 anos. A profissão e a condição de torcedor, me fizeram aprender a policiar posições quando escrevo para tv ou rádio. Isso me desenvolveu muito o lado crítico. Costumo dizer que futebol é uma coisa e esporte é outra, bem diferente. Basicamente porque o futebol se transformou num produto da mídia e envolve muito dinheiro. O esporte amador, não. Sem dinheiro ele apenas sobrevive. É o caminho que o vôlei começou a tomar, por exemplo, mas ainda passa longe de ser o sucesso que é o futebol. Gosto de escrever sobre os dois: esporte e futebol. Jornalismo é minha profissão, o Coritiba minha paixão. Será um prazer estar aqui com vocês falando sobre tudo isso.
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