A coletiva de sempre
As coletivas pós jornada, andam tendo os mesmos efeitos que tiveram ano passado, mais irritando do que esclarecendo, ou elucidando dúvidas que a gente, do lado de cá, às vezes não consegue ver. O óbvio com algumas mentiras andam sendo ditas, o que subestima a inteligência de quem conhece o mínimo de futebol e acaba se irritando com conversas que se reptem.
Creio que é melhor admitir o óbvio, mesmo que isso indisponha o treinador com o grupo ou alguns atletas, do que juntar um monte de bobagens e repassar para o torcedor, como se fosse ele a parte que menos interessa nesta história.
Frases como “tivemos mais volume de jogo, pressionamos o adversário que jogou o tempo todo fechado”, não refrescam e todos sabemos e, antecipadamente podíamos prever. O segredo está em saber furar estes ferrolhos que montam e trazem para jogar aqui em Curitiba.
Como disse o amigo Admir, comentarista aqui do site, a saída para isto está em ter competência para fazer o primeiro e abrir a defesa adversária. E isso passa pela competência do ataque, que o Coritiba ainda não tem, mas precisa encontrar rápido, porque o tempo passa e logo o ano termina.
Contundência, eficiência, pontaria, persistência, drible, quebrar a primeira linha é o que precisa o Coritiba nestes jogos, Argel. Um ou dois jogadores capazes de fazer isso, do contrário, o milagre não virá. Aliás, este ano acho que é a terceira ou quarta vez que uso a expressão milagre nestes textos por aqui no blog.
Seria isso que gostaríamos de ouvir nestas coletivas. Soluções que resultem em gol, que seja apenas com um, mas que nos dê vitórias e não apenas domínio das partidas e mais posse de bola ou “volume de jogo”, como você prefere definir.
Já vamos para o final da primeira fase do Regional e ainda não vencemos em casa. Já passou da hora de achar uma solução para este ataque, que até aqui pouco ou quase nada fez. Ainda precisando levar em conta que o artilheiro do time é um zagueiro. Motivo de sobra para entender que algo está errado e precisa de uma solução urgente.
Sobre o autor
O Coritiba está na minha alma, muito mais até que no coração. Aprendi a gostar de futebol assim, de alma e também de coração. Sou do tempo do Belfort Duarte, hoje Couto Pereira. Isso foi no início dos anos 60. De lá nunca mais saí. Na década de 70, o Coritiba me conquista definitivamente, quando montou times inesquecíveis, várias vezes campeão. Período que passei a frequentar programas de rádio para tentar ficar o mais próximo que podia do futebol. Foi a época de Dirceu Graeser, no famoso"Viva o Futebol", na Rádio Clube, depois Rádio Cruzeiro. Foi o meu começo nos meios de comunicação. Vivo do jornalismo há mais de 30 anos, dedicados ao Rádio e principalmente televisão. Hoje sou muito mais da arquibancada. Sou mais torcedor e menos jornalista, principalmente quando o assunto é Coritiba.
Sobre o blog
Sou jornalista há mais de 30 anos. A profissão e a condição de torcedor, me fizeram aprender a policiar posições quando escrevo para tv ou rádio. Isso me desenvolveu muito o lado crítico. Costumo dizer que futebol é uma coisa e esporte é outra, bem diferente. Basicamente porque o futebol se transformou num produto da mídia e envolve muito dinheiro. O esporte amador, não. Sem dinheiro ele apenas sobrevive. É o caminho que o vôlei começou a tomar, por exemplo, mas ainda passa longe de ser o sucesso que é o futebol. Gosto de escrever sobre os dois: esporte e futebol. Jornalismo é minha profissão, o Coritiba minha paixão. Será um prazer estar aqui com vocês falando sobre tudo isso.
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