A última alegria
Que torcida resiste a isso? Quantos novos torcedores podem ter sido conquistados neste período? Que caminho estamos tomando com esta sucessão de histórias mal contadas, desencontros, mentiras, ilusões, conversas que subestimam a inteligência do torcedor?
Estamos nos tornando uma torcida melancólica, chata, mal resolvida, com muito mais problemas do que alegrias. Já sabemos que não é assim que se faz futebol.
Na partida de ontem, a partir do segundo do gol do Galo, fiquei observando a torcida, os quase 13 mil corajosos que ainda movidos pelo amor que carregam no coração, ainda acreditam e fazem de uma partida de futebol, onde estiver o Coritiba, o seu melhor programa de domingo. Vi que estamos trocando os ares de indignação pelo semblante de tristeza. Foi a expressão que vi na maioria dos corajosos que estiveram no Couto em mais esta tarde triste de domingo, onde mais uma vez só vimos um time de futebol jogando bola.
A alegria que o futebol ainda carrega pelo mundo, no Coritiba dá lugar a um sentimento ruim que nada tem a ver com festa. Somos os mesmos de sempre. Os mesmos 12, 13, 14 mil torcedores que conseguem acreditar que “agora a coisa vai”. Mas não vai. Assim, não há torcida que resista.
Não me resta nada além disso pra dizer. Há cinco anos, que nos juntamos , nestes 12, 13 ou 14 mil torcedores e dizemos a mesma coisa, sem que sejamos entendidos. Se somos ouvidos, não se importam com nossas opiniões. Fazem do jeito deles, que sabidamente não funciona e seguramente nos leva a caminhos escuros, cada vez mais sombrio.
Apesar de tudo, se for possível, uma boa semana para todos!
Sobre o autor
O Coritiba está na minha alma, muito mais até que no coração. Aprendi a gostar de futebol assim, de alma e também de coração. Sou do tempo do Belfort Duarte, hoje Couto Pereira. Isso foi no início dos anos 60. De lá nunca mais saí. Na década de 70, o Coritiba me conquista definitivamente, quando montou times inesquecíveis, várias vezes campeão. Período que passei a frequentar programas de rádio para tentar ficar o mais próximo que podia do futebol. Foi a época de Dirceu Graeser, no famoso"Viva o Futebol", na Rádio Clube, depois Rádio Cruzeiro. Foi o meu começo nos meios de comunicação. Vivo do jornalismo há mais de 30 anos, dedicados ao Rádio e principalmente televisão. Hoje sou muito mais da arquibancada. Sou mais torcedor e menos jornalista, principalmente quando o assunto é Coritiba.
Sobre o blog
Sou jornalista há mais de 30 anos. A profissão e a condição de torcedor, me fizeram aprender a policiar posições quando escrevo para tv ou rádio. Isso me desenvolveu muito o lado crítico. Costumo dizer que futebol é uma coisa e esporte é outra, bem diferente. Basicamente porque o futebol se transformou num produto da mídia e envolve muito dinheiro. O esporte amador, não. Sem dinheiro ele apenas sobrevive. É o caminho que o vôlei começou a tomar, por exemplo, mas ainda passa longe de ser o sucesso que é o futebol. Gosto de escrever sobre os dois: esporte e futebol. Jornalismo é minha profissão, o Coritiba minha paixão. Será um prazer estar aqui com vocês falando sobre tudo isso.
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