É hora de sacudir a casa
Sem ter muito o que fazer, agora a torcida começa a se confrontar nas redes sociais. Além das soluções que cada um aponta, com caminhos, cálculos, previsões e prognósticos para o restante do Brasileirão, muitos decidiram chegar ao absurdo de se responsabilizarem pelo momento de crise que vive o Coritiba.
Mas de quem se espera uma decisão que sacuda a casa, que mova as peças do tabuleiro, nada acontece, nada é feito. A apatia ou pelo menos a falta de satisfação que merece o torcedor, torna o momento ainda mais irritante e contribui para esquentar ainda mais os ânimos.
Nada acontece, nem para pelo menos criar um "fato novo", numa demonstração de que providências estão sendo tomadas. Acalmar o caldeirão fervente, é o mínimo que a torcida espera, mas que não acontece. Os ânimos precisam ser serenados dentro e fora do clube. Internamente, no departamento de futebol e entre a torcida.
Do contrário assistimos o Coritiba mais uma vez caminhando rumo à Série B, desta vez de forma mais firme que das outras, porque agora a diferença é que não se vê indignação nos homens que comandam o clube... nada acontece. Tudo está como antes...nada muda.
Enquanto isso, os humores vão se azedando do lado de cá com acusações e provocações entre os próprios torcedores, como em casa onde os pais são ausentes e as crianças comandam sozinhas a queda do barraco. A falta de indignação com o momento é o que mais assusta neste momento.
Reunião à portas fechadas, demissões, dispensas ... busca de soluções, mesmo que improváveis, eram as noticias que teríamos quando a mesma situação era vivida em outros tempos.
A administração do clube parece viver seus últimos meses, antes de entregar as chaves para quem se propor a tentar comandar o Coritiba nos próximos 3 anos. Sem que se leve em conta se isso vai acontecer na série A ou B. O clube parece ser comandado por adversários e não torcedores, como até aqui se apresentaram.
Parece ainda restar um momento, o último deles, como tentativa de reversão do que se desenha à nossa frente.
O pior pode até não ser evitado, mas é preciso ver luta a partir de agora, para que o pior não aconteça. E esta iniciativa deve partir dos homens que comandam o clube, para que pelo menos fique o respeito.
Sobre o autor
O Coritiba está na minha alma, muito mais até que no coração. Aprendi a gostar de futebol assim, de alma e também de coração. Sou do tempo do Belfort Duarte, hoje Couto Pereira. Isso foi no início dos anos 60. De lá nunca mais saí. Na década de 70, o Coritiba me conquista definitivamente, quando montou times inesquecíveis, várias vezes campeão. Período que passei a frequentar programas de rádio para tentar ficar o mais próximo que podia do futebol. Foi a época de Dirceu Graeser, no famoso"Viva o Futebol", na Rádio Clube, depois Rádio Cruzeiro. Foi o meu começo nos meios de comunicação. Vivo do jornalismo há mais de 30 anos, dedicados ao Rádio e principalmente televisão. Hoje sou muito mais da arquibancada. Sou mais torcedor e menos jornalista, principalmente quando o assunto é Coritiba.
Sobre o blog
Sou jornalista há mais de 30 anos. A profissão e a condição de torcedor, me fizeram aprender a policiar posições quando escrevo para tv ou rádio. Isso me desenvolveu muito o lado crítico. Costumo dizer que futebol é uma coisa e esporte é outra, bem diferente. Basicamente porque o futebol se transformou num produto da mídia e envolve muito dinheiro. O esporte amador, não. Sem dinheiro ele apenas sobrevive. É o caminho que o vôlei começou a tomar, por exemplo, mas ainda passa longe de ser o sucesso que é o futebol. Gosto de escrever sobre os dois: esporte e futebol. Jornalismo é minha profissão, o Coritiba minha paixão. Será um prazer estar aqui com vocês falando sobre tudo isso.
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