A história se repete
Não que as eleições não sejam importantes. Aliás, tem sido a consequência do que é hoje o time em campo.
Mas para seguir a tradição, parece que mais um vez teremos grandes embates daqui pra frente. Deixamos de ser o clube de futebol para privilegiar a agremiação política.
O prazer pela disputa do poder, ainda é maior do que pelas vitórias em campo.
Já há uma grande movimentação de uma gente que ressurge. Um povo que andava quieto, mas que se excita quando ouve falar em eleição. Uma gente que só aparece de três em três anos, ou que se julga capaz de avaliar e apontar dedo na cara de candidatos, como se estivesse acima de tudo e de todos,como se o clube fosse só dele.
Por trás destas manifestações, estão seus interesses, mesmo que não apareçam ou estejam na linha de frente.
Estou falando de gente graúda, não dos palpiteiros que bradam e só conseguem barulho e tumulto no processo.
São estes grandes nomes, ainda fortes, com poder, que interferem no futuro do clube e dão o rumo - geralmente sombrio - como o que vivemos já há alguns anos.
O Coritiba desta eleição é o mesmo de sempre, ou pelo menos das últimas quatro eleições.
Fazemos como na política tradicional, preferindo acreditar em soluções imediatas que nos reconduzam já no ano seguinte aos tempos de glória.
É preciso entender que o processo será longo, na há milagre. Vai ser doloroso, amargo e não há Messias.
Sobre o autor
O Coritiba está na minha alma, muito mais até que no coração. Aprendi a gostar de futebol assim, de alma e também de coração. Sou do tempo do Belfort Duarte, hoje Couto Pereira. Isso foi no início dos anos 60. De lá nunca mais saí. Na década de 70, o Coritiba me conquista definitivamente, quando montou times inesquecíveis, várias vezes campeão. Período que passei a frequentar programas de rádio para tentar ficar o mais próximo que podia do futebol. Foi a época de Dirceu Graeser, no famoso"Viva o Futebol", na Rádio Clube, depois Rádio Cruzeiro. Foi o meu começo nos meios de comunicação. Vivo do jornalismo há mais de 30 anos, dedicados ao Rádio e principalmente televisão. Hoje sou muito mais da arquibancada. Sou mais torcedor e menos jornalista, principalmente quando o assunto é Coritiba.
Sobre o blog
Sou jornalista há mais de 30 anos. A profissão e a condição de torcedor, me fizeram aprender a policiar posições quando escrevo para tv ou rádio. Isso me desenvolveu muito o lado crítico. Costumo dizer que futebol é uma coisa e esporte é outra, bem diferente. Basicamente porque o futebol se transformou num produto da mídia e envolve muito dinheiro. O esporte amador, não. Sem dinheiro ele apenas sobrevive. É o caminho que o vôlei começou a tomar, por exemplo, mas ainda passa longe de ser o sucesso que é o futebol. Gosto de escrever sobre os dois: esporte e futebol. Jornalismo é minha profissão, o Coritiba minha paixão. Será um prazer estar aqui com vocês falando sobre tudo isso.
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