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ArquibancadaSergio Brandão

A caixa de desculpas está acabando

O que nos sobra para comemorar continua sendo o craque da 1, da 10, ou por enquanto da 84, o goleiro Wilson que para poucos, goleiro pouco importa.

Enquanto for assim, seremos isso que foi contra a Ponte Preta e nas rodadas anteriores. Com ou sem Willian Matheus, sem Kleber, Alecsandro, com J. Paulo ou Simião, com Parede ou Ze Rafael, com Sasse ou sem ele. Parece que nada dá jeito, nem benzimento brabo. O Coritiba deste 2018 é um time fadado ao fracasso.

Não há salvador, não há santo que dê jeito nisso. Parece aqueles pesadelos que a gente acorda assustado, dá graças que acordou, retorna ao sono e o pesadelo volta.

O problema do Coritiba parece cada vez mais sério a cada rodada. Pelo menos deste time, já que agora não interessa mais entrar no mérito das velhas e cansativas discussões políticas, responsabilizando este ou aquele.

Torcedor tem saco, mas o meu com nível de elasticidade bastante limitada, e que já chegou neste limite há muito tempo.

Há algumas semanas, duas talvez, disse aqui que o limite dos dirigentes com Eduardo Batista, será o término deste turno que dele resta apenas mais uma rodada.

Como sei que o presidente Samir anda por aqui, e segundo me contaram nos leva em conta, retorno ao mesmo tema de semanas atrás. Como a teimosia ainda parece prevalecer e se não trocar o treinador, não será por convicção mas porque é teimoso mesmo. Não que isso resolva o problema, mas precisa mudar, precisa de um fato novo. A saída de Eduardo pode ser positiva ao time.

Se o bom senso prevalecer julgo que esta será a última cartada de Samir neste ano. Não vai lhe restar outra alternativa. A saída, ou a tentativa de mudar algo, está em casa, com Tcheco que deve ser mantido até o final da temporada, com mais duas ou três contratações com mais qualidade do que trouxeram até aqui. Porque nem Belusso parece ser a solução, como Alisson Farias que ou desistiu ou se perdeu em meio a tanta ruindade.

Aí sim, 2018 pode terminar com o Coritiba entre os quatro primeiros. Do contrário, se perder mais pontos como anda perdendo, fora e em casa, se isto já faz falta, fara ainda mais na matemática final e vai amargar 2019 ainda na segundona.

O turno termina na próxima rodada. Junto com ele, a paciência dos que ainda alimentavam alguma esperança de subir, assim como eu.

Ou muda o leme, com novo rumo no curso, ou desistam por este ano.

Sobre o autor

Sergio Brandão
O Coritiba está na minha alma, muito mais até que no coração. Aprendi a gostar de futebol assim, de alma e também de coração. Sou do tempo do Belfort Duarte, hoje Couto Pereira. Isso foi no início dos anos 60. De lá nunca mais saí. Na década de 70, o Coritiba me conquista definitivamente, quando montou times inesquecíveis, várias vezes campeão. Período que passei a frequentar programas de rádio para tentar ficar o mais próximo que podia do futebol. Foi a época de Dirceu Graeser, no famoso"Viva o Futebol", na Rádio Clube, depois Rádio Cruzeiro. Foi o meu começo nos meios de comunicação. Vivo do jornalismo há mais de 30 anos, dedicados ao Rádio e principalmente televisão. Hoje sou muito mais da arquibancada. Sou mais torcedor e menos jornalista, principalmente quando o assunto é Coritiba.

Sobre o blog

Sou jornalista há mais de 30 anos. A profissão e a condição de torcedor, me fizeram aprender a policiar posições quando escrevo para tv ou rádio. Isso me desenvolveu muito o lado crítico. Costumo dizer que futebol é uma coisa e esporte é outra, bem diferente. Basicamente porque o futebol se transformou num produto da mídia e envolve muito dinheiro. O esporte amador, não. Sem dinheiro ele apenas sobrevive. É o caminho que o vôlei começou a tomar, por exemplo, mas ainda passa longe de ser o sucesso que é o futebol. Gosto de escrever sobre os dois: esporte e futebol. Jornalismo é minha profissão, o Coritiba minha paixão. Será um prazer estar aqui com vocês falando sobre tudo isso.
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