A bola é sua, senhor presidente!
Com os amigos daqui do COXAnautas, tenho visto e ouvido nomes que nunca ouvi e outros que já conhecia, mas todos com muito peso na vida do clube, e que acabam sendo mais importantes que o tal do camisa 10 que ainda não temos e que tanto pedimos, e que deveria ser a prioridade num clube de futebol, mas no Coritiba não foi e ainda não é.
Subterrâneo parece ser a expressão que melhor define este mundo, este outro lado do futebol. Um mundo que se criou perverso, capaz de modificar caráter e subverter a ordem do futebol, que na sua essência ainda produz algum glamour entre nós brasileiros. Sim, porque se hoje não temos mais o melhor futebol do mundo, certamente ainda preservamos o título do povo mais apaixonado por ele.
E para quem pensa e sente o futebol assim, é difícil conviver com esta nojeira que se instalou no Coritiba. Porque além de apaixonados pelo clube, nos sentimos traídos, passados para trás, feitos de bobos. Pior que marido traído, pior que casamento que não deu certo. Porque de casamento a gente se separa, sofre um tempo e depois se acalma, do Coritiba não.
Impotentes, nada podemos fazer a não ser reclamar, implorando para que estes nefastos que se adonaram do clube, sejam retirados de cena.
Ficamos na expectativa que o Presidente Bacellar, homem até aqui sabidamente digno e de respeito, acorde e perceba que se não colocar ordem na casa, não refizer sua equipe de trabalho, no mínimo será conivente.
O alarme foi dado. Nomes foram revelados, um esquema sórdido de uma rede de prostituição infiltrada dentro do clube foi revelada. Cabe aos que ainda carregam dignidade e amor pelo Coxa, recomeçar, devolver o Coritiba ao seu trilho.
Não é hora para panos quentes, senhor presidente Bacellar. A hora é de terminar de virar a mesa, limpar a sujeita, fazer a faxina que há anos precisa ser feita e recomeçar o Coritiba. Nem que pra isso os reflexos alcancem o departamento de futebol. Panos quentes agora, apenas vão esconder mais uma vez o que agora está escancarado. Varrer a sujeira pra debaixo do tapete, terá as consequências que há anos vivemos.
Meu caro Rogério Bacellar, a hora é esta. O senhor é o presidente eleito para limpar o Coritiba e lhe devolver a dignidade política, para depois pensar no futebol.
Como digo há meses, hoje somos no futebol a cara, a consequência dos subterrâneos e dos bastidores do clube. Chega de amadorismo, chega de sujeira. O Coritiba precisa se profissionalizar. A bola está com o senhor, presidente. A sua hora chegou, Rogério Bacellar.
Sobre o autor
O Coritiba está na minha alma, muito mais até que no coração. Aprendi a gostar de futebol assim, de alma e também de coração. Sou do tempo do Belfort Duarte, hoje Couto Pereira. Isso foi no início dos anos 60. De lá nunca mais saí. Na década de 70, o Coritiba me conquista definitivamente, quando montou times inesquecíveis, várias vezes campeão. Período que passei a frequentar programas de rádio para tentar ficar o mais próximo que podia do futebol. Foi a época de Dirceu Graeser, no famoso"Viva o Futebol", na Rádio Clube, depois Rádio Cruzeiro. Foi o meu começo nos meios de comunicação. Vivo do jornalismo há mais de 30 anos, dedicados ao Rádio e principalmente televisão. Hoje sou muito mais da arquibancada. Sou mais torcedor e menos jornalista, principalmente quando o assunto é Coritiba.
Sobre o blog
Sou jornalista há mais de 30 anos. A profissão e a condição de torcedor, me fizeram aprender a policiar posições quando escrevo para tv ou rádio. Isso me desenvolveu muito o lado crítico. Costumo dizer que futebol é uma coisa e esporte é outra, bem diferente. Basicamente porque o futebol se transformou num produto da mídia e envolve muito dinheiro. O esporte amador, não. Sem dinheiro ele apenas sobrevive. É o caminho que o vôlei começou a tomar, por exemplo, mas ainda passa longe de ser o sucesso que é o futebol. Gosto de escrever sobre os dois: esporte e futebol. Jornalismo é minha profissão, o Coritiba minha paixão. Será um prazer estar aqui com vocês falando sobre tudo isso.
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