Virando a mesa
Como disse em outra oportunidade, o parceiro Marcelo Carneiro, “quanto mais treina pior fica”. É que já tivemos em outras oportunidades paradas de até 15 dias e que nada resolveu, mesmo que esta oportunidade tenha sido dada a treinadores que já foram embora. Mesmo Umberto Louzer também já teve seu tempo de recesso para arrumar a casa. E parece isso mesmo: quanto menos joga ou disputa uma competição, mais desaprende. Nenhuma jogada ensaiada, sequer uma armação que mostre alguma organização e conjunto de um time arrumado em campo.
Prefiro chamar esta parada de mais uma pré-temporada, onde tudo começa de novo. Um começo, como se nada tivesse acontecido antes. Coisa que prefiro esquecer. Tamanha a bateção de cabeça desta gestão.
Agora, excepcionalmente quase 30 dias de férias mossa, na verdade. Torcedores cansados de esperar por melhoras e férias deles (atletas e dirigentes), que ainda não disseram como vão fazer para sair desta encrenca que nos meteram. Férias ou prolongamento de um período onde ninguém parece ter se apresentado ao trabalho, desde que chegou no Coritiba.
Sendo assim, acredito que não há muito que esperar quando o time voltar. Tudo como antes, no front. A não ser que aconteça o que todos torcemos: uma virada de mesa, onde todos, desde dirigentes e integrantes da comissão técnica sejam convidados a se retirar do Alto da Glória. Melhor seria com novo comando também na direção do clube, mas sabemos que assim entramos no campo da utopia. Não sejamos tão sonhadores ou inocentes assim. Me dou por satisfeito se virarem a mesa no departamento de futebol.
Então, de bom mesmo, se nada disso acontecer, teremos em quatro semanas o quê de novo, nada? Ou você acredita que agora vai?
Sobre o autor
O Coritiba está na minha alma, muito mais até que no coração. Aprendi a gostar de futebol assim, de alma e também de coração. Sou do tempo do Belfort Duarte, hoje Couto Pereira. Isso foi no início dos anos 60. De lá nunca mais saí. Na década de 70, o Coritiba me conquista definitivamente, quando montou times inesquecíveis, várias vezes campeão. Período que passei a frequentar programas de rádio para tentar ficar o mais próximo que podia do futebol. Foi a época de Dirceu Graeser, no famoso"Viva o Futebol", na Rádio Clube, depois Rádio Cruzeiro. Foi o meu começo nos meios de comunicação. Vivo do jornalismo há mais de 30 anos, dedicados ao Rádio e principalmente televisão. Hoje sou muito mais da arquibancada. Sou mais torcedor e menos jornalista, principalmente quando o assunto é Coritiba.
Sobre o blog
Sou jornalista há mais de 30 anos. A profissão e a condição de torcedor, me fizeram aprender a policiar posições quando escrevo para tv ou rádio. Isso me desenvolveu muito o lado crítico. Costumo dizer que futebol é uma coisa e esporte é outra, bem diferente. Basicamente porque o futebol se transformou num produto da mídia e envolve muito dinheiro. O esporte amador, não. Sem dinheiro ele apenas sobrevive. É o caminho que o vôlei começou a tomar, por exemplo, mas ainda passa longe de ser o sucesso que é o futebol. Gosto de escrever sobre os dois: esporte e futebol. Jornalismo é minha profissão, o Coritiba minha paixão. Será um prazer estar aqui com vocês falando sobre tudo isso.
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