Uma semana especial !
Vive o Coritiba de hoje, momento oposto àquele. Durante estes sete dias, as críticas se silenciaram e o nome Coritiba esteve associado à vitória, em destaque sempre lembrando o título máximo disputado no país - que na época ainda era o país do futebol.
Todos, sem exceção, deram uma trégua a esta fase negra que vive o clube agora, para supreendentemente comemorar 30 anos de um título nacional.
Entre tantas homenagens, o próprio Maracanã, o estádio Mario Filho se rendeu ao feito Coxa e se enfeitou nesta noite de 31 de julho de 2015, também de verde e branco. O velho e bom Maracanã, o templo do futebol, se vestiu de verde e branco.
Em Curitiba, durante a semana, lá do outro lado da cidade, no CT da Graciosa, Ney Franco e seus comandados se preparavam para mais uma rodada, quem sabe a definitiva, a derradeira ou finalmente a rodada que pode reerguer o time neste brasileiro. Cercado de todo o otimismo dos 30 anos, de todo o apoio que ainda não recebeu de sua torcida, atletas e comissão técnica estão sendo carregados no colo, com todo cuidado. Com um carinho que o time não teve até aqui, em direção ao jogo de domingo, contra o Goiás.
O torcedor menos avisado, que chegou agora na cidade e que por acaso passou em frente ao estádio na tarde desta sexta-feira, vendo fila para compra de ingresso, pode ter achado que o time vive seus melhores momentos. Sim, porque time em descrédito não leva torcedor ao jogo. Mas o Coritiba leva. Leva porque finalmente a diretoria percebeu que o momento é de trazer a torcida para o seu lado, fazendo finalmente uma verdadeira promoção de ingressos. E que o momento é este: time e torcida jogando juntos.
Domingo contra o Goiás, às 11 horas, no Couto Pereira, o Coxa mais uma vez terá a sua imensa e apaixonada torcida jogando junto com o time.
Muitos destes atletas ainda não viram isto. Não sabem o que é jogar com a arquibancada do Couto. Porque os próprios atletas ainda não nos deram esta oportunidade. Coisa que a torcida mais gosta nesta relação com o time. Pois desta vez, mesmo sem esta cumplicidade, a torcida fará seu papel.
Queira Deus que toda esta energia emanada durante a semana - que comemorou os 30 anos do título nacional - esteja vibrando em todos nós durante o jogo. Que esta energia seja a luz que tanto precisamos para continuar acreditando que ainda dá. Uma vitória ainda será um sopro, uma sobrevida, é verdade, mas é do que precisamos agora. Queremos acreditar que ainda podemos sonhar. Que vocês jogadores podem fazer mais do que fizeram até aqui.
Em nome dos mais de 100 anos de história, das glórias e vitórias que sempre foi o que o clube nos acostumou a ter. Que o verdadeiro espírito Coxa-branca esteja especialmente em campo neste domingo.
Não é possível que com tanta coisa boa em torno do nome Coritiba, dita e vista durante toda a semana, não sobre algo que contagie quem precisa mostrar o que ainda não mostrou.
Pra cima deles, meu verdão!
Sobre o autor
O Coritiba está na minha alma, muito mais até que no coração. Aprendi a gostar de futebol assim, de alma e também de coração. Sou do tempo do Belfort Duarte, hoje Couto Pereira. Isso foi no início dos anos 60. De lá nunca mais saí. Na década de 70, o Coritiba me conquista definitivamente, quando montou times inesquecíveis, várias vezes campeão. Período que passei a frequentar programas de rádio para tentar ficar o mais próximo que podia do futebol. Foi a época de Dirceu Graeser, no famoso"Viva o Futebol", na Rádio Clube, depois Rádio Cruzeiro. Foi o meu começo nos meios de comunicação. Vivo do jornalismo há mais de 30 anos, dedicados ao Rádio e principalmente televisão. Hoje sou muito mais da arquibancada. Sou mais torcedor e menos jornalista, principalmente quando o assunto é Coritiba.
Sobre o blog
Sou jornalista há mais de 30 anos. A profissão e a condição de torcedor, me fizeram aprender a policiar posições quando escrevo para tv ou rádio. Isso me desenvolveu muito o lado crítico. Costumo dizer que futebol é uma coisa e esporte é outra, bem diferente. Basicamente porque o futebol se transformou num produto da mídia e envolve muito dinheiro. O esporte amador, não. Sem dinheiro ele apenas sobrevive. É o caminho que o vôlei começou a tomar, por exemplo, mas ainda passa longe de ser o sucesso que é o futebol. Gosto de escrever sobre os dois: esporte e futebol. Jornalismo é minha profissão, o Coritiba minha paixão. Será um prazer estar aqui com vocês falando sobre tudo isso.
Ver comentários (6)
