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ArquibancadaSergio Brandão

Um pouco de Fluminense

Fico tentando descobrir que tipo de conversa nosso Conselho Administrativo tem nestas horas de aperto. Pelas decisões e atitudes não tenho dúvidas que acreditam que o Coritiba sobe ainda este ano. Tudo bem, afinal alguém precisa ser positivo diante deste quadro de horror. No mínimo ainda estão de pé, e não será possível acusá-los de terem jogado a toalha cedo. Embora existam dezenas de outros motivos para cobrança.

Mas ao mesmo tempo, a esta altura, também me parece que trazer Argel Fuckz é apenas mais uma daquelas iniciativas de quem não sabe mesmo o que faz. Tá certo que Argel Fuckz tem um perfil até adequado, com temperamento disciplinador, e isso pode ser positivo, mas como disse Felipe Rauen, Argel é treinador e não técnico. Aliás, do que precisamos desde o inicio deste ano. E por isso vale lembrar que antes de Sandro Forner, fui a favor da manutenção de Marcelo Oliveira. Também sei que Argel é o que tem disponível no mercado, ao preço que deve corresponder ao poder aquisitivo de Samir, mas o histórico de Argel, não condiz com nossas pretensões. Até que provem o contrário, Argel é fim de linha.

Nos cabe seguir em alerta, porque sabemos que é através das cobranças que nasce a luz, ou deveria nascer. Entre as derrotas vergonhosas, com novos fatos, quase todos negativos, parece que no mínimo motivam atitudes de quem está no comando, embora tardias.

Estes dias eu dizia aqui que o Coritiba está virando time de piada pronta. E confirma minha afirmação, quando trás Fucks. Com o que temos jogado, nem com Tite, Guardiola, Ênio Andrade, Murici e Telê Santana, sairemos desta nhaca.

Um pouco de talento e sangue nos olhos é do que precisa este time. Porque daqui pra frente, só mesmo uma campanha como a do Fluminense em 2009, que terminou com vitória justamente em cima do Coritiba, naquele famoso dezembro de 2009. Mas tinha Cuca no comando e Fred no ataque.

No final de outubro daquele ano, mais precisamente no dia 29, o Fluminense estava fadado à queda. Fez a sua primeira partida de recuperação num Maracanã vazio, debaixo de chuva, contra um Atlético-MG que lutava pelo título. Os matemáticos calculavam 99% de chance de rebaixamento para o tricolor, lanterna da competição. Era preciso uma sequência de resultados de campeão. Aconteceu.

Após seis vitórias e um empate, sendo um dos jogos a incrível virada para cima do Cruzeiro depois de estar perdendo por 2 a 0, no Mineirão. O time do então técnico Cuca, se livrou da Série B, em Curitiba, na partida que colocou o Coritiba no lugar do Fluminense, na segundona.

O Fluminense somou apenas 46 pontos em 38 rodadas, sendo 19 nos últimos sete jogos. Teve um aproveitamento de 40%.

Só sei que com Fucz, a partir da próxima rodada, fica uma pontinha do sentimento de torcedor, de que a mágica aconteça e tudo se transforme. Como no conto de Cinderela, quando a abobora vira uma bela carruagem e ratos em vistosos cavalos.


Vou fazer de conta que acredito. Quem sabe contra o CRB venha mais uma das magras vitórias fora de casa.


Um pouco de Fluminense a este time do Coritiba não seria nada mal, não é? Mesmo agora, muito antes de ter apenas 99% de chance de cair, como o time das laranjeiras naquele famoso 2009.

Sobre o autor

Sergio Brandão
O Coritiba está na minha alma, muito mais até que no coração. Aprendi a gostar de futebol assim, de alma e também de coração. Sou do tempo do Belfort Duarte, hoje Couto Pereira. Isso foi no início dos anos 60. De lá nunca mais saí. Na década de 70, o Coritiba me conquista definitivamente, quando montou times inesquecíveis, várias vezes campeão. Período que passei a frequentar programas de rádio para tentar ficar o mais próximo que podia do futebol. Foi a época de Dirceu Graeser, no famoso"Viva o Futebol", na Rádio Clube, depois Rádio Cruzeiro. Foi o meu começo nos meios de comunicação. Vivo do jornalismo há mais de 30 anos, dedicados ao Rádio e principalmente televisão. Hoje sou muito mais da arquibancada. Sou mais torcedor e menos jornalista, principalmente quando o assunto é Coritiba.

Sobre o blog

Sou jornalista há mais de 30 anos. A profissão e a condição de torcedor, me fizeram aprender a policiar posições quando escrevo para tv ou rádio. Isso me desenvolveu muito o lado crítico. Costumo dizer que futebol é uma coisa e esporte é outra, bem diferente. Basicamente porque o futebol se transformou num produto da mídia e envolve muito dinheiro. O esporte amador, não. Sem dinheiro ele apenas sobrevive. É o caminho que o vôlei começou a tomar, por exemplo, mas ainda passa longe de ser o sucesso que é o futebol. Gosto de escrever sobre os dois: esporte e futebol. Jornalismo é minha profissão, o Coritiba minha paixão. Será um prazer estar aqui com vocês falando sobre tudo isso.
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