Sorte ou Jorginho achou o time?
A diferença de Jorginho para os demais treinadores que ocuparam seu lugar antes, está justamente aí, na leitura que cada um faz do elenco. De Guto a Fabio Matias, o elenco era tratado reconhecidamente como limitado. Jorginho colocou nesta sopa a palavra sofrimento, trocando por limitação que os treinadores anteriores usaram.
A exaltação à vitória, que abre a frase “vamos ganhar”, também muda o tratamento do grupo, com um treinador mais preocupado com o lado psicológico do que com o improvável aproveitamento técnico/tático proposto por todos os outros.
Um grupo arrasado psicologicamente que, com um pouco de sorte, conseguiu tirar o pé da merda. Para assumir definitivamente uma nova postura, não bastará apenas continuar com este discurso positivo, mas ainda seguir contando com a sorte e melhorar pelo menos em mais um degrau a qualidade do time, para que soframos menos e consigamos jogar com mais segurança, pelo menos com um número reduzido de sustos, sem contar muito com a sorte, como tem sido nas últimas três partidas.
A segurança que a defesa agora consegue dar, com Benevenuto jogando com mais qualidade e Thalissom assumindo a posição de titular absoluto, garantem um time mais afinado pelo menos na zaga, um problema crônico que Jorginho parece ter começado a resolver. Bruno na lateral é resultado do olho, a leitura e a experiência do treinador que achou este quase milagre dentro de casa, embora o próprio Bruno insista que sua posição de origem é a lateral, só os outros treinadores não viam ou não sabiam disso. Com um pouco mais de sorte, Natanael entrando neste espírito de ascensão, o time engrena, faltando apenas um atacante matador. Porque em algum momento a fonte do nosso novo artilheiro (Bruno), vai secar.
Resumidamente, o time vai se ajustando para fazer o feijão com arroz, com sorte e prudência, quem sabe com mais uma sequência de uma nova série de mais três ou quatro vitórias, a gente possa novamente sonhar com o acesso.
Seguimos em oração!
Sobre o autor
O Coritiba está na minha alma, muito mais até que no coração. Aprendi a gostar de futebol assim, de alma e também de coração. Sou do tempo do Belfort Duarte, hoje Couto Pereira. Isso foi no início dos anos 60. De lá nunca mais saí. Na década de 70, o Coritiba me conquista definitivamente, quando montou times inesquecíveis, várias vezes campeão. Período que passei a frequentar programas de rádio para tentar ficar o mais próximo que podia do futebol. Foi a época de Dirceu Graeser, no famoso"Viva o Futebol", na Rádio Clube, depois Rádio Cruzeiro. Foi o meu começo nos meios de comunicação. Vivo do jornalismo há mais de 30 anos, dedicados ao Rádio e principalmente televisão. Hoje sou muito mais da arquibancada. Sou mais torcedor e menos jornalista, principalmente quando o assunto é Coritiba.
Sobre o blog
Sou jornalista há mais de 30 anos. A profissão e a condição de torcedor, me fizeram aprender a policiar posições quando escrevo para tv ou rádio. Isso me desenvolveu muito o lado crítico. Costumo dizer que futebol é uma coisa e esporte é outra, bem diferente. Basicamente porque o futebol se transformou num produto da mídia e envolve muito dinheiro. O esporte amador, não. Sem dinheiro ele apenas sobrevive. É o caminho que o vôlei começou a tomar, por exemplo, mas ainda passa longe de ser o sucesso que é o futebol. Gosto de escrever sobre os dois: esporte e futebol. Jornalismo é minha profissão, o Coritiba minha paixão. Será um prazer estar aqui com vocês falando sobre tudo isso.
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