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ArquibancadaSergio Brandão

Senta que lá vem história...

O Verde limão até que não foi de todo mal. Combinou com o resultado. Só achei que para 2 x 1 nestas condições, o tom suave de limão, ficou fraquinho.Podia ser um verde limão galego.

Quando saiu na frente do placar, jogando o que jogou no primeiro tempo, pensei: "até que o verde limão deu sorte”!? Mas me enganei, claro. Coxa –Branca que é Coxa-Branca, nos “últimos anos não pode ser feliz por inteiro. Quando isso ainda é colocado em mãos incompetentes de Kleina, o problema fica ainda maior.

Kleina desta vez abusou do direito de errar e pode ser responsabilizado como único culpado pela derrota. Com mais posse de bola, com vantagem no placar, com um primeiro tempo capaz até de empolgar o torcedor mais pessimista.

Mas de repente, sem que se explique direito, o time perde o domínio que tinha , recua por conta das substituições feitas e entrega de presente um resultado, aliás mais um sem que não se explica direito o que queria na verdade o treinador Gilson Kleina com a mexidas que fez, deixando o time ruim, quando estava bem.

Não resta mesmo muita coisa para dizer a não ser engrossar o coro de “Fora Kleina”! Acorda Bacellar! Chega de conversa fiada e justificativas que nada explicam. Pelo contrário, irritam ainda mais a torcida.

[t]Igual a mulher feia...[/t]

Estamos igual a mulher feia que quando alguém é educado com a gente, já achamos logo que daquela atitude educada, sai um namoro. A autoestima tá tão em baixa, que qualquer agrado, qualquer afago na cabeça, já tá muito bom. Assim foi como foi com Juninho, mas não foi com Rafinha. Um abriu mão até de uma nova vida profissional para ficar aqui, e o outro, já acostumado com coisas maiores e melhores, não aceitou voltar pelo pouco que lhe ofereceram.

Mesmo sendo feia Juninho disse sim, e que fica entre nós por mais algum tempo. Coisa que até parecia quase impossível, tamanho o assédio que se fez em torno do menino. Menos mal para o Coritiba, e tomara, tenha ele tomado a decisão certa pesando em sua carreira. Que seja mesmo um bom negócio para ele e para o Coxa, mas Rafinha desdenha a mulher feia.

Pior, mulher feia e pobre! Que precisa criar um novo atrativo para conseguir um namoro um pouco melhor, ser um pouco mais seletiva.

Mas como é pobre, plástica nem pensar. Fora de questão. É muito cara. Aliás, até conseguiu fazer uma recauchutagem recentemente, mas caiu na mão de uns desqualificados que fizeram um servicinho que deixou sua fachada pior ainda. Se tivesse ficado como antes, teria ficado menos ruim.

Mas a vida segue, e a moça feia precisa arrumar um caminho sendo bonita ou feia, não importa a qualidade da “lata”. Acaba topando o namoro com os moços feios da vizinhança, uns desdentados, outros além de desdentados ainda com mal hálito, cabelo desgrenhado e assim vai trocando de namorado achando que um dia acerta.

Só que não! A coisa acaba ficando pior ainda. Além de feia, acaba ficando mal falada porque passou pela mão de muitos, e como não fez boas escolhas, ficou com o que tinha e mais adiante, descobriu que além de também serem feios como ela, seus namorados eram fofoqueiros e assim que terminavam o namoro, falavam mal da moça feia.

Assim está o Coritiba. Quando alguém como Juninho prefere ficar, até me assusto, achando que errou de decisão, ou entenderam mal o que quis dizer. No caso de Rafinha, só para citar um exemplo, dificilmente voltará porque sabe que somos mal pagadores, que atrasamos salários e ainda oferecem um salário sempre muito abaixo das pretensões do jogador.

Vamos continuar cultivando namoros como os que temos hoje, com Gilson Kleina, Marcos Aurélio, Negueba, João Paulo, Reginaldo, Alan Santos, Leandro e tantos outros que já são namorados e que ainda serão por muito tempo, porque somos feios, e os bonitões não querem mais vir pra cá, namorar com a gente.

Sobre o autor

Sergio Brandão
O Coritiba está na minha alma, muito mais até que no coração. Aprendi a gostar de futebol assim, de alma e também de coração. Sou do tempo do Belfort Duarte, hoje Couto Pereira. Isso foi no início dos anos 60. De lá nunca mais saí. Na década de 70, o Coritiba me conquista definitivamente, quando montou times inesquecíveis, várias vezes campeão. Período que passei a frequentar programas de rádio para tentar ficar o mais próximo que podia do futebol. Foi a época de Dirceu Graeser, no famoso"Viva o Futebol", na Rádio Clube, depois Rádio Cruzeiro. Foi o meu começo nos meios de comunicação. Vivo do jornalismo há mais de 30 anos, dedicados ao Rádio e principalmente televisão. Hoje sou muito mais da arquibancada. Sou mais torcedor e menos jornalista, principalmente quando o assunto é Coritiba.

Sobre o blog

Sou jornalista há mais de 30 anos. A profissão e a condição de torcedor, me fizeram aprender a policiar posições quando escrevo para tv ou rádio. Isso me desenvolveu muito o lado crítico. Costumo dizer que futebol é uma coisa e esporte é outra, bem diferente. Basicamente porque o futebol se transformou num produto da mídia e envolve muito dinheiro. O esporte amador, não. Sem dinheiro ele apenas sobrevive. É o caminho que o vôlei começou a tomar, por exemplo, mas ainda passa longe de ser o sucesso que é o futebol. Gosto de escrever sobre os dois: esporte e futebol. Jornalismo é minha profissão, o Coritiba minha paixão. Será um prazer estar aqui com vocês falando sobre tudo isso.
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