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ArquibancadaSergio Brandão

Ruminando o Atletiba

Há 100 anos, ninguém ousaria dizer que hoje o atletiba seria disputado no nível que foi. Também não sei tecnicamente como foi o primeiro. Por isso, não farei este caminho histórico para criticar e expor minha decepção com o resultado TÉCNICO deste clássico de domingo, disputado no Couto Pereira.

Esperava mais, muito mais dos dois. Do lado Coxa, é possível levar em conta um grupo abalado emocionalmente com a morte de Chávare. Do lado atleticano, não. Até seu treinador se disse assustado com o que viu.

Tenho lido as mais diversas opiniões sobre o clássico. Vão desde o resultado, passam pela qualidade técnica dos dois grupos e pelas análises individuais. Chama atenção os que gostaram do resultado, sem reparos e não poupam críticas a quem não gostou, meu caso.

Esta diversidade me dá a certeza da porta que se abriu no futebol, das suas várias opções de análises: das passionais e as exigentes com o mínimo de qualidade.

Saí do Couto assustado com o que vi.

Cheguei a comentar com minha filha: “ parece que estou vendo o time do ano passado em uma noite de nenhuma inspiração, com exceção a Figueiredo e Morisco.

Mas pra não sair do Couto sem algo diferente pra dizer, me rendi à Robson. Não pela qualidade do seu futebol, mas por tudo que a maioria já admite: raça, voluntariedade e pela forma como consegue ocupar todos os espaços em campo. Seguramente ninguém alcança as marcas de Robson em campo, jogando pelo Coritiba, ultimamente. Vive o melhor momento de sua carreira.

Acho que Robson caminha para ser colocado na galeria dos ídolos especiais, ou pelo menos de jogadores que vestiram a camisa Coxa de forma diferente, como foi Geraldo, Kazu, Cleber Arado, Manga (goleiro), Nico, Basílio, Miltinho … gente que fez história entre ser craque ou mediano, ou folclórico. Pra não falar dos históricos incontestáveis, na ponta da língua de todo torcedor.

Sobre o autor

Sergio Brandão
O Coritiba está na minha alma, muito mais até que no coração. Aprendi a gostar de futebol assim, de alma e também de coração. Sou do tempo do Belfort Duarte, hoje Couto Pereira. Isso foi no início dos anos 60. De lá nunca mais saí. Na década de 70, o Coritiba me conquista definitivamente, quando montou times inesquecíveis, várias vezes campeão. Período que passei a frequentar programas de rádio para tentar ficar o mais próximo que podia do futebol. Foi a época de Dirceu Graeser, no famoso"Viva o Futebol", na Rádio Clube, depois Rádio Cruzeiro. Foi o meu começo nos meios de comunicação. Vivo do jornalismo há mais de 30 anos, dedicados ao Rádio e principalmente televisão. Hoje sou muito mais da arquibancada. Sou mais torcedor e menos jornalista, principalmente quando o assunto é Coritiba.

Sobre o blog

Sou jornalista há mais de 30 anos. A profissão e a condição de torcedor, me fizeram aprender a policiar posições quando escrevo para tv ou rádio. Isso me desenvolveu muito o lado crítico. Costumo dizer que futebol é uma coisa e esporte é outra, bem diferente. Basicamente porque o futebol se transformou num produto da mídia e envolve muito dinheiro. O esporte amador, não. Sem dinheiro ele apenas sobrevive. É o caminho que o vôlei começou a tomar, por exemplo, mas ainda passa longe de ser o sucesso que é o futebol. Gosto de escrever sobre os dois: esporte e futebol. Jornalismo é minha profissão, o Coritiba minha paixão. Será um prazer estar aqui com vocês falando sobre tudo isso.
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