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ArquibancadaSergio Brandão

Rodrigãodependência

Pois então que devolvam Rodrigão ao pedestal de onde foi tirado. Nada como um golzinho para fazer as pazes com a torcida. Um gol não, dois. Os dois que perdeu em pênaltis contra o Londrina e CRB, no começo da semana, em Maceió.

De bom mesmo, a vitória, três pontos, a estreia de Rafinha e os gols de Rodrigão. De resto, segue aquele Coritiba que não passa confiança, deixando sempre o torcedor desconfiado, achando, ou com a certeza que terá problemas para a próxima rodada.

Ainda longe de ser aquele time que alcançou um patamar a mais, a segurança que todos queremos, mas há anos passa longe do Alto da Gloria. Coisa que confesso, achei que tivesse alcançado na estréia, contra a Ponte, mas que nas rodadas seguintes não se confirmou.

O comprometimento de Rodrigão pode ser perdido novamente se o atacante não se cuidar durante a semana. Precisa finalmente se concentrar no seu trabalho, que é levar o Coritiba de volta à Série A, independente de ser um jogador de altos e baixos, como já deixou claro.

Aliás, esta dependência absurda que o time tem dos gols de Rodrigão, chega a níveis preocupantes. Cinco gols em cinco rodadas, um em cada uma, cinco de Rodrigão. É a média do time e do atacante. Ou seja, sem ele o Coritiba ainda não teria marcado nenhum.

Claro que a conta não é esta, porque falamos de um esporte coletivo, mas que no mínimo deve ser considerada desde já pelo departamento de futebol.

Outra questão a ser levada em conta é o desempenho até comprometedor de Giovanne e de Vitor Carvalho. Se o treinador Umberto Louzer já não é uma unanimidade, saindo com os dois escalados, logo de cara, vai sempre correr o risco das vaias como foi o caso nas duas substituições que precisou fazer, mais uma vez.

Quanto a Giovanni, como diz meu amigo Ricardo Honório: não dá pra conceber um meia (10) que não faz gol, e tão pouco cria. Na minha opinião, Luizinho é a opção que já deveria estar sendo usada pelo treinador. No mais, é rezar e torcer, torcer e rezar.

Sobre o autor

Sergio Brandão
O Coritiba está na minha alma, muito mais até que no coração. Aprendi a gostar de futebol assim, de alma e também de coração. Sou do tempo do Belfort Duarte, hoje Couto Pereira. Isso foi no início dos anos 60. De lá nunca mais saí. Na década de 70, o Coritiba me conquista definitivamente, quando montou times inesquecíveis, várias vezes campeão. Período que passei a frequentar programas de rádio para tentar ficar o mais próximo que podia do futebol. Foi a época de Dirceu Graeser, no famoso"Viva o Futebol", na Rádio Clube, depois Rádio Cruzeiro. Foi o meu começo nos meios de comunicação. Vivo do jornalismo há mais de 30 anos, dedicados ao Rádio e principalmente televisão. Hoje sou muito mais da arquibancada. Sou mais torcedor e menos jornalista, principalmente quando o assunto é Coritiba.

Sobre o blog

Sou jornalista há mais de 30 anos. A profissão e a condição de torcedor, me fizeram aprender a policiar posições quando escrevo para tv ou rádio. Isso me desenvolveu muito o lado crítico. Costumo dizer que futebol é uma coisa e esporte é outra, bem diferente. Basicamente porque o futebol se transformou num produto da mídia e envolve muito dinheiro. O esporte amador, não. Sem dinheiro ele apenas sobrevive. É o caminho que o vôlei começou a tomar, por exemplo, mas ainda passa longe de ser o sucesso que é o futebol. Gosto de escrever sobre os dois: esporte e futebol. Jornalismo é minha profissão, o Coritiba minha paixão. Será um prazer estar aqui com vocês falando sobre tudo isso.
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