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ArquibancadaSergio Brandão

Recomeço

O novo recomeço, agora com Antônio Carlos Zago, é o que temos para o momento. Há anos acumulando recomeços. Só ainda não sei se nos acostumamos com este comportamento que com ele precisa ainda do ingrediente da paciência.

Se ainda somos uma torcida que não abandona, então é o que mais uma vez temos como única opção. Mais ou menos ainda dentro do espírito do ame-o ou deixe-o. E parece ser este o comportamento da maioria, se a gente levar em conta não só a presença de público nos jogos no Couto Pereira, mas também a média das manifestações nas redes sociais.

Eu, particularmente neste novo recomeço, como tenho por hábito impor prazos, até para impedir o sofrimento desnecessário, porque paciência também tem limite, começo e fim, aposto no trabalho do treinador. Inicio meu exercício de paciência com Zago e seu (nosso) time. “ Não gosto deste tic -tic e não progride” frase de Zago na coletiva do pós-jogo de sábado, contra o São Paulo, me parece bem mais objetivo que o português. Me anima ouvir isso.

A unanimidade também parece exigir uma evolução constante. No próximo jogo não dá pra admitir recaída de rendimento. Precisamos ser melhor contra o Bahia do que fomos contra o São Paulo. Até que o time atinja seu limite técnico, que o treinador ache o time ideal e a gente possa ir para cada jogo sabendo o 11, com exceções nas eventuais suspensões ou contusões.

Assim como fiz com Antônio Oliveira, Zago tem minha tolerância até no quarto jogo em casa, contra o Atletico Mineiro, no dia 20 de maio. Até lá terão passadas mais 3 rodadas. Não espero um time imbatível, mas fazendo a bola rolar pra frente sem o “ ti -tic ”. Será a 7ª rodada e espero ver o Coritiba fora da ZR.

Sobre o autor

Sergio Brandão
O Coritiba está na minha alma, muito mais até que no coração. Aprendi a gostar de futebol assim, de alma e também de coração. Sou do tempo do Belfort Duarte, hoje Couto Pereira. Isso foi no início dos anos 60. De lá nunca mais saí. Na década de 70, o Coritiba me conquista definitivamente, quando montou times inesquecíveis, várias vezes campeão. Período que passei a frequentar programas de rádio para tentar ficar o mais próximo que podia do futebol. Foi a época de Dirceu Graeser, no famoso"Viva o Futebol", na Rádio Clube, depois Rádio Cruzeiro. Foi o meu começo nos meios de comunicação. Vivo do jornalismo há mais de 30 anos, dedicados ao Rádio e principalmente televisão. Hoje sou muito mais da arquibancada. Sou mais torcedor e menos jornalista, principalmente quando o assunto é Coritiba.

Sobre o blog

Sou jornalista há mais de 30 anos. A profissão e a condição de torcedor, me fizeram aprender a policiar posições quando escrevo para tv ou rádio. Isso me desenvolveu muito o lado crítico. Costumo dizer que futebol é uma coisa e esporte é outra, bem diferente. Basicamente porque o futebol se transformou num produto da mídia e envolve muito dinheiro. O esporte amador, não. Sem dinheiro ele apenas sobrevive. É o caminho que o vôlei começou a tomar, por exemplo, mas ainda passa longe de ser o sucesso que é o futebol. Gosto de escrever sobre os dois: esporte e futebol. Jornalismo é minha profissão, o Coritiba minha paixão. Será um prazer estar aqui com vocês falando sobre tudo isso.
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