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ArquibancadaSergio Brandão

Reclamando, mas todos os caminhos ainda nos levam ao Couto!

O torcedor mais exigente saiu do Couto ontem à noite torcendo o nariz. Se fosse há uns 15 anos, sairia dizendo; “ ah, é começo de temporada… importa mesmo a vitória, logo o time engrena”!

O futebol apresentado nesta estreia ficou longe do que exige o torcedor, mas porque ninguém tem mais paciência. É que os últimos começos de temporada sempre indicaram luz vermelha piscando logo na largada.

Sugiro paciência. Vi mais contundência, efetivação nas poucas vezes que tentou o ataque nesta estreia de ontem, contra o PSTC. Nos três gols, a bola chegou com mais facilidade na frente, pra quem se apresentou pro arremate, coisa que não vi ano passado quando era muito toque de lado, muitas vezes para trás, em irritantes recuos.Com mais um mês de treino, acredito que teremos um time mais azeitado, rodando mais fácil a bola. Com as entradas de Slimani, Manga, Sebastian e ainda com um pouco de sorte com Lucas Ronier desencantando, finalmente teremos time para torcer.

Nas nada saudosas eras de Cirino, Vilson, Bacellar, Samir e Glein, um começo como o de ontem, abriria a porta para o discurso de que o que importa é a vitória, a soma de três pontos.

A vida com muita chibata nestes ultimos 15 anos, tem nos ensinado olhar adiante e neste horizonte consigo enxergar poucos, mas alguns passos dados à frente.

A fragilidade de que tenta sair o Coritiba ainda pede mais cautela que cobranças. Um dia após o outro.

Aos impacientes, sugiro afastamento por alguns anos do futebol, porque a tragetória só está no começo.

Sobre o autor

Sergio Brandão
O Coritiba está na minha alma, muito mais até que no coração. Aprendi a gostar de futebol assim, de alma e também de coração. Sou do tempo do Belfort Duarte, hoje Couto Pereira. Isso foi no início dos anos 60. De lá nunca mais saí. Na década de 70, o Coritiba me conquista definitivamente, quando montou times inesquecíveis, várias vezes campeão. Período que passei a frequentar programas de rádio para tentar ficar o mais próximo que podia do futebol. Foi a época de Dirceu Graeser, no famoso"Viva o Futebol", na Rádio Clube, depois Rádio Cruzeiro. Foi o meu começo nos meios de comunicação. Vivo do jornalismo há mais de 30 anos, dedicados ao Rádio e principalmente televisão. Hoje sou muito mais da arquibancada. Sou mais torcedor e menos jornalista, principalmente quando o assunto é Coritiba.

Sobre o blog

Sou jornalista há mais de 30 anos. A profissão e a condição de torcedor, me fizeram aprender a policiar posições quando escrevo para tv ou rádio. Isso me desenvolveu muito o lado crítico. Costumo dizer que futebol é uma coisa e esporte é outra, bem diferente. Basicamente porque o futebol se transformou num produto da mídia e envolve muito dinheiro. O esporte amador, não. Sem dinheiro ele apenas sobrevive. É o caminho que o vôlei começou a tomar, por exemplo, mas ainda passa longe de ser o sucesso que é o futebol. Gosto de escrever sobre os dois: esporte e futebol. Jornalismo é minha profissão, o Coritiba minha paixão. Será um prazer estar aqui com vocês falando sobre tudo isso.
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