Por dedução...
Ao Coritiba, a dedução serve para dar a ideia do que ainda o time não fez e precisa fazer nas próximas rodadas, responsabilidade esta colocada nas costas da diretoria, não só pela torcida, mas também pelos adversários.
Malandramente, o Atlético se eximiu de qualquer responsabilidade, colocando seu terceiro time na competição. Se há anos chamam o regional de “ruralzão”, e a cada competição arrumam uma nova desculpa para mostrar o desinteresse, agora conseguiram fazer dela uma competição com menos atrativos ainda, pelos menos aos olhos de sua torcida. E com isso colocam o compromisso com o sucesso, da conquista do Paranaense, nas costas de Coritiba, Paraná, Operário, Londrina e quem sabe um Cianorte ou Maringá. Desta vez vai ser muito chato ter que explicar mais derrota ao terceiro time deles.
Bem ou mal, agora o regional é o que temos e queremos vencer. Pelo menos eu quero, com o desejo profundo que além de vencer, principalmente acerte o time para as duas principais competições da temporada, Copa do Brasil e Série B. Se passar das oitavas na Copa do Brasil, já estará no lucro. Se ficar entre os quatro primeiros da Série B, terá cumprido seu papel.
Complicado agora, é acreditar que o desejo se cumpra. Além de muito cedo, mesmo com mais uma vitória nesta terceira rodada do Paranaense, contra o Toledo, ainda não nos dirá quase nada. “A ansiedade mata”, diria o sábio. E nos matará antes que tenhamos a resposta para todas estas deduções e suposições, se continuarem a nos judiar como andam fazendo.
“Nos enganem que eu gosto”, talvez seja agora a frase que mais se encaixa no contexto Coxa, que é sentimento da torcida neste momento. Vencer o Foz com goleada não disse nada, porque na rodada seguinte, tropeça no Maringá. Começando o ano em casa, da mesma forma que terminou. Como já disse na coluna anterior, o problema não foi o empate com o Maringá, foi a qualidade do futebol apresentado. Melancólico, sem inspiração, sem encantamento, sem nada a não ser um ponto num magro e pobre 1x1.
Dos mais otimistas, ouço dizerem que este time é melhor que do ano passado. Dos mais pessimistas ouço que este grupo era reserva do ano passado”. Eu digo que é mesmo melhor que o time do ano passado, mas isso não nos dá nenhuma segurança para este ano, porque ainda está longe de ser um time confiável, que no minimo dê segurança ao torcedor. Devo acreditar nisso quando estiver completo, com os novos contratados e mais dois ou três reforços que precisam vir.
O time do Coritiba de 2019 ainda não entrou em campo. É preciso arrumar paciência por enquanto. Quem sabe com os reforços prometidos, a casa não ganha um ar de reforma e fica com cara de time de futebol... quem sabe!
Todo este raciocínio é para ajudar nesta mentalidade pequena, sem grandes pretensões. Porque já é possível perceber um conformismo com toda esta pequenez. Hoje a realidade Coxa passa muito longe do desejo de ter de volta aquele velho Coritiba de guerra.
Sobre o autor
O Coritiba está na minha alma, muito mais até que no coração. Aprendi a gostar de futebol assim, de alma e também de coração. Sou do tempo do Belfort Duarte, hoje Couto Pereira. Isso foi no início dos anos 60. De lá nunca mais saí. Na década de 70, o Coritiba me conquista definitivamente, quando montou times inesquecíveis, várias vezes campeão. Período que passei a frequentar programas de rádio para tentar ficar o mais próximo que podia do futebol. Foi a época de Dirceu Graeser, no famoso"Viva o Futebol", na Rádio Clube, depois Rádio Cruzeiro. Foi o meu começo nos meios de comunicação. Vivo do jornalismo há mais de 30 anos, dedicados ao Rádio e principalmente televisão. Hoje sou muito mais da arquibancada. Sou mais torcedor e menos jornalista, principalmente quando o assunto é Coritiba.
Sobre o blog
Sou jornalista há mais de 30 anos. A profissão e a condição de torcedor, me fizeram aprender a policiar posições quando escrevo para tv ou rádio. Isso me desenvolveu muito o lado crítico. Costumo dizer que futebol é uma coisa e esporte é outra, bem diferente. Basicamente porque o futebol se transformou num produto da mídia e envolve muito dinheiro. O esporte amador, não. Sem dinheiro ele apenas sobrevive. É o caminho que o vôlei começou a tomar, por exemplo, mas ainda passa longe de ser o sucesso que é o futebol. Gosto de escrever sobre os dois: esporte e futebol. Jornalismo é minha profissão, o Coritiba minha paixão. Será um prazer estar aqui com vocês falando sobre tudo isso.
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