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ArquibancadaSergio Brandão

Perderam mais uma... até a vergonha na cara!

O filho nunca foi tão a cara do pai como nesta partida contra o Figueirense. Quero dizer que o time nunca se pareceu tanto com a diretoria que o contratou, como nesta partida. Incompetente, apático e desinteressado. A ponto de deixar um rastro de vergonha, indignação e melancolia. Nada me surpreende a partir de agora.

Quem sabe, se restar um pouco de dignidade na cara de todos, não seria interessante ver uma demissão em massa, para que deixem pelo menos a gente pensar que também estão envergonhados com tudo isso.

Sugiro um time Júnior para as próximas rodadas. Os demais devem ser liberados,inclusive presidente e toda a sua diretoria. Entregar a administração do clube ao conselho que precisa tocar o que restou do Coritiba, até as eleições, em 13 de dezembro.

Só a partir disso será possível pensar em algo. O resultado desta partida, que chamaram de a primeira das dez decisões que teríamos pela frente, foi bem a cara do que é hoje o time do Coritiba. Se tínhamos uma partida decisiva, não avisaram aos principais responsáveis por esta tarefa, os jogadores.

Repito:o time é a cara da desastrosa administração que se adonou do Coritiba. Os dois se merecem.

O resultado e a forma como jogou em Florianópolis, parece tudo, menos um time de futebol comprometido com algo. Me impressiona a capacidade de se superar negativamente a cada partida, a cada nova formação, a cada tentativa técnica que venha do banco durante a partida. Parece que estabeleceram um padrão de qualidade e nada pode ser superior. As metas são sempre apontadas para baixo.

Gostaria de ver durante esta semana a decisão corajosa desta gente pedindo demissão, com o afastamento de todos os jogadores, com todo respeito que tenho pelos que lutam e dignificam a profissão, mas para o Coritiba, nenhum de vocês serve. Nem atletas nem diretoria.

Talvez na alma guerreira de Tcheco, esteja escondida a única esperança de recuperação, mas ao lembrar do que temos em campo, nem Tcheco, nem Krueger, nem ninguém, nem nada será capaz de algo.

Pior, esta turma nos leva junto nesta toada melancólica... vagarosamente nos encaminham para o “brejo”. A cada rodada um passo.

Sobre o autor

Sergio Brandão
O Coritiba está na minha alma, muito mais até que no coração. Aprendi a gostar de futebol assim, de alma e também de coração. Sou do tempo do Belfort Duarte, hoje Couto Pereira. Isso foi no início dos anos 60. De lá nunca mais saí. Na década de 70, o Coritiba me conquista definitivamente, quando montou times inesquecíveis, várias vezes campeão. Período que passei a frequentar programas de rádio para tentar ficar o mais próximo que podia do futebol. Foi a época de Dirceu Graeser, no famoso"Viva o Futebol", na Rádio Clube, depois Rádio Cruzeiro. Foi o meu começo nos meios de comunicação. Vivo do jornalismo há mais de 30 anos, dedicados ao Rádio e principalmente televisão. Hoje sou muito mais da arquibancada. Sou mais torcedor e menos jornalista, principalmente quando o assunto é Coritiba.

Sobre o blog

Sou jornalista há mais de 30 anos. A profissão e a condição de torcedor, me fizeram aprender a policiar posições quando escrevo para tv ou rádio. Isso me desenvolveu muito o lado crítico. Costumo dizer que futebol é uma coisa e esporte é outra, bem diferente. Basicamente porque o futebol se transformou num produto da mídia e envolve muito dinheiro. O esporte amador, não. Sem dinheiro ele apenas sobrevive. É o caminho que o vôlei começou a tomar, por exemplo, mas ainda passa longe de ser o sucesso que é o futebol. Gosto de escrever sobre os dois: esporte e futebol. Jornalismo é minha profissão, o Coritiba minha paixão. Será um prazer estar aqui com vocês falando sobre tudo isso.
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