Pensando bem...
Restando poucas rodadas para terminar o primeiro turno, prefiro nem supor o que meu pessimismo nos reserva daqui pra frente. Aprendi a respeitar estes sinais pessimistas. Nem sempre um sentimento ruim. Tem sido apenas um sinal real dos fatos, do trabalho desta diretoria eleita em dezembro do ano passado, que há meses teve vencida a credibilidade que dei a ela, no que também acreditou grande parte da torcida alviverde.
Agora, o problema está sendo subir na escada, olhar lá na frente e ainda tentar enxergar algo de bom, mas nos dão como solução, a contratação do zagueiro Rafael Lima, reserva do América MG, como solução para uma zaga que precisa de muito mais qualidade. Isso pra não perder mais tempo falando de um time todo, que sem esquema tático que convença, em alguns casos até sentindo falta de fundamentos do futebol... o que nos tira de vez o prazer de torcer. Aliás, o prazer que vai sumindo de nossas vidas. Logo restará apenas lembranças de um clube de futebol.
Mas pensando bem, quem sabe seja melhor assim, que se despeça das esperanças agora, antes da virada do primeiro para o segundo turno. Assim, não chegaremos ao final do ano ainda alimentando o sonho de subir.
Duro mesmo vai ser suportar mais dois anos de Samir Namur, seu G5 e suas obsessões financeiras, transformando o departamento de futebol em escritório de contabilidade de quinta categoria.
Sobre o autor
O Coritiba está na minha alma, muito mais até que no coração. Aprendi a gostar de futebol assim, de alma e também de coração. Sou do tempo do Belfort Duarte, hoje Couto Pereira. Isso foi no início dos anos 60. De lá nunca mais saí. Na década de 70, o Coritiba me conquista definitivamente, quando montou times inesquecíveis, várias vezes campeão. Período que passei a frequentar programas de rádio para tentar ficar o mais próximo que podia do futebol. Foi a época de Dirceu Graeser, no famoso"Viva o Futebol", na Rádio Clube, depois Rádio Cruzeiro. Foi o meu começo nos meios de comunicação. Vivo do jornalismo há mais de 30 anos, dedicados ao Rádio e principalmente televisão. Hoje sou muito mais da arquibancada. Sou mais torcedor e menos jornalista, principalmente quando o assunto é Coritiba.
Sobre o blog
Sou jornalista há mais de 30 anos. A profissão e a condição de torcedor, me fizeram aprender a policiar posições quando escrevo para tv ou rádio. Isso me desenvolveu muito o lado crítico. Costumo dizer que futebol é uma coisa e esporte é outra, bem diferente. Basicamente porque o futebol se transformou num produto da mídia e envolve muito dinheiro. O esporte amador, não. Sem dinheiro ele apenas sobrevive. É o caminho que o vôlei começou a tomar, por exemplo, mas ainda passa longe de ser o sucesso que é o futebol. Gosto de escrever sobre os dois: esporte e futebol. Jornalismo é minha profissão, o Coritiba minha paixão. Será um prazer estar aqui com vocês falando sobre tudo isso.
Ver comentários (45)
