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Arquibancada
ArquibancadaSergio Brandão

Pateticamente medíocre!

Gravei um vídeo chamando este time de medíocre. Quando vi pela primeira vez já publicado, achei a expressão um pouco exagerada, mas fui me acostumando, porque não achei outra expressão para definir o time do Coritiba, o seu treinador e isso parece ser uma unanimidade.

Há quem argumente que esta mediocridade é inadmissível se a gente levar em conta o novo período de treino de quase um mês e ver o time fazer o que fez ontem em Campinas. Uma correção: são na verdade 4 meses de treino. Desde janeiro jogando, treinando e não convencendo. No mínimo mais de cem dias sem que se veja um esquema tático, uma jogada ensaiada, uma articulação de jogada, uma triangulação, troca de passe que esboce trabalho de treino.

Estes dias, aqui nos comentários alguém disse que esperava nesta estreia de Brasileiro, algo além dos chutões da defesa, como principal ligação de jogadas com o ataque. Foi pior que isso, ontem nem os chutes, e nem nada, pra não levar em conta o segundo tempo que foi melhor porque o primeiro foi pateticamente medíocre.

Antes que ganhe força um “Fora Guto”! O problema não é só ele. O buraco é bem mais em baixo e me convenço cada vez mais que minhas expectativas foram otimistas, projetando o Coritiba na parte intermediária da tabela nesta saga que certamente teremos na Série B.
É cedo para conjecturas, sim. Aliás, muito cedo, porque tem tudo pela frente e de tudo que vi, nós não estamos sozinhos neste umbral da mediocridade. Tem time bem pior que o Coritiba e, dos 5 melhores que imaginei que pudessem terminar a competição com um pé nas costas, não são tudo isso, pelo menos não se comportaram conforme minhas expectativas nesta arrancada de campeonato.

Seguimos em oração, agora mais focados em milagres!

Sobre o autor

Sergio Brandão
O Coritiba está na minha alma, muito mais até que no coração. Aprendi a gostar de futebol assim, de alma e também de coração. Sou do tempo do Belfort Duarte, hoje Couto Pereira. Isso foi no início dos anos 60. De lá nunca mais saí. Na década de 70, o Coritiba me conquista definitivamente, quando montou times inesquecíveis, várias vezes campeão. Período que passei a frequentar programas de rádio para tentar ficar o mais próximo que podia do futebol. Foi a época de Dirceu Graeser, no famoso"Viva o Futebol", na Rádio Clube, depois Rádio Cruzeiro. Foi o meu começo nos meios de comunicação. Vivo do jornalismo há mais de 30 anos, dedicados ao Rádio e principalmente televisão. Hoje sou muito mais da arquibancada. Sou mais torcedor e menos jornalista, principalmente quando o assunto é Coritiba.

Sobre o blog

Sou jornalista há mais de 30 anos. A profissão e a condição de torcedor, me fizeram aprender a policiar posições quando escrevo para tv ou rádio. Isso me desenvolveu muito o lado crítico. Costumo dizer que futebol é uma coisa e esporte é outra, bem diferente. Basicamente porque o futebol se transformou num produto da mídia e envolve muito dinheiro. O esporte amador, não. Sem dinheiro ele apenas sobrevive. É o caminho que o vôlei começou a tomar, por exemplo, mas ainda passa longe de ser o sucesso que é o futebol. Gosto de escrever sobre os dois: esporte e futebol. Jornalismo é minha profissão, o Coritiba minha paixão. Será um prazer estar aqui com vocês falando sobre tudo isso.
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