O time está pronto ?
Então, pelo futebol jogado, que não foi lá estas coisas, mas que acabou vencendo, gostaria de dar o crédito da vitória ao responsável pelo condicionamento físico e toda a comissão técnica. Lembrando claro, que o futebol jogado por Juan, Kleber e Elisson, foram fundamentais para que o Coxa voltasse pra casa com este importante resultado, do Oeste do Estado.
Com algumas falhas de marcação, especialmente no meio de campo, com João Paulo errando muitos passes, e Alan Santos, digamos pouco inspirado - acabaram dando mais trabalho pra zaga - que esteve impecável.
Lucas Claro e Juninho, andam dando cada vez mais a certeza que se o time não está definido em muitas posições, pelo menos na zaga está. Os dois são titulares absolutos e devem formar a dupla que começa o Brasileiro, dando total segurança que uma zaga precisa.
Pela primeira vez também consegui ver finalmente a mão de Gilson Kleina, armando o time, com méritos, matando ou pelo menos tentando matar a principal jogada do Toledo, que tem como principal característica um meio de campo criativo, que se movimenta bastante, dando muito trabalho pra ser marcado. Kleina também acertou nas substituições.
Mas, não fosse a segurança que a zaga nos deu e a exemplar atuação de Elisson, provavelmente o Coritiba teria voltado com pelo menos um gol tomado, coisa que poderia mudar um pouco a configuração da partida de volta, sábado, no Couto.
Dudu teve sua apagada atuação de hoje justificada por conta de uma gripe durante a semana. Já debilitado a atuação ficou comprometida com o forte calor. Mas a verdade é que Dudu ainda não conseguiu emplacar e talvez esta seja uma das teimosias do treinador que já não consigo mais aceitar. Negueba saiu desidratado, dando lugar para Thiago Lopes. João Paulo diz que sentiu muito o calor, e credita a ele, o calor, os excessos de erros nas saídas de bola, com sucessivos passes nos pés do adversário.
Como vemos, além do Toledo, tivemos um outro grande e surpreendente adversário.
Importa mesmo a vitória, a segurança que trás pra decidir em casa a vaga pra semifinal. Se passar, teremos mais conforto que os outros finalistas: continuamos em casa, na semi- final e sem viagem.
Ainda não é possível esquecer o efeito gangorra, com o sobe e desce, oscilando entre as boas e más partidas.
Se de fato atingimos o ápice da preparação física e técnica, conforme afirma a comissão técnica, espero que junto tenha chegado a esperada estabilidade do time, a constância em campo, que deve manter o mesmo padrão, coisa que ainda irrita grande parte da torcida, inclusive eu.
Sobre o autor
O Coritiba está na minha alma, muito mais até que no coração. Aprendi a gostar de futebol assim, de alma e também de coração. Sou do tempo do Belfort Duarte, hoje Couto Pereira. Isso foi no início dos anos 60. De lá nunca mais saí. Na década de 70, o Coritiba me conquista definitivamente, quando montou times inesquecíveis, várias vezes campeão. Período que passei a frequentar programas de rádio para tentar ficar o mais próximo que podia do futebol. Foi a época de Dirceu Graeser, no famoso"Viva o Futebol", na Rádio Clube, depois Rádio Cruzeiro. Foi o meu começo nos meios de comunicação. Vivo do jornalismo há mais de 30 anos, dedicados ao Rádio e principalmente televisão. Hoje sou muito mais da arquibancada. Sou mais torcedor e menos jornalista, principalmente quando o assunto é Coritiba.
Sobre o blog
Sou jornalista há mais de 30 anos. A profissão e a condição de torcedor, me fizeram aprender a policiar posições quando escrevo para tv ou rádio. Isso me desenvolveu muito o lado crítico. Costumo dizer que futebol é uma coisa e esporte é outra, bem diferente. Basicamente porque o futebol se transformou num produto da mídia e envolve muito dinheiro. O esporte amador, não. Sem dinheiro ele apenas sobrevive. É o caminho que o vôlei começou a tomar, por exemplo, mas ainda passa longe de ser o sucesso que é o futebol. Gosto de escrever sobre os dois: esporte e futebol. Jornalismo é minha profissão, o Coritiba minha paixão. Será um prazer estar aqui com vocês falando sobre tudo isso.
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