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ArquibancadaSergio Brandão

O que fica do regional?

Fica a expectativa até quinta-feira para a possibilidade de um atletiba nas quartas de final. Coisas do futebol brasileiro. Aliás, a cara do futebol brasileiro, deixando para depois o que deveria ter sido resolvido antes. Neste caso, um julgamento que já deveria ter acontecido. Mas já deveríamos ter nos acostumado com isso, afinal, quando não foi assim?

Mas acho que não será desta vez que teremos mais um clássico. O que até seria saudável para o campeonato. Só que para isso acontecer, a justiça desportiva mais uma vez precisaria errar, dando outro rumo a uma punição já esperada ao Londrina. Não há outra decisão, a não ser a punição, por usar irregular um atleta. Simples assim.

Neste caso, ainda temos a possibilidade de um atletiba mais na frente, o que imagino ser bem melhor do que agora, mas pra isso, antes o Coritiba precisa primeiro passar pelo Toledo e o A. Paranaense pelo Londrina.

Além dos dois maiores do Paraná, responsáveis pelo melhor momento do regional, é preciso admitir que agora temos equipes melhores do que em anos anteriores. O Toledo por exemplo, lembra tecnicamente o Operário do ano passado. Ainda temos o PSTC e o Foz. O Londrina na minha opinião conseguiu montar a melhor equipe dos últimos anos.

Pena que no ano seguinte tudo se desfaz, como num passe de mágica, o dinheiro que geralmente “pinga” do empresariado local, não vem mais e a fantasia se desfaz. Coisa que por enquanto não acontece com o Londrina, que é time de “dono”. Até que Malucelli financie a brincadeira, o sonho continua. De qualquer forma, todos os pequenos sofrem com este sobe e desce. Caso do Operário que ano passado foi campeão estadual e agora amarga o rebaixamento.

Isso tudo empobrece o futebol do estado, o que na verdade não é uma peculiaridade aqui do Estado, mas de todo o futebol brasileiro. Os pequenos se arrumam para os regionais, mas na maioria dos casos é a única atividade para o ano todo. Sabendo disso, muitos atletas se doam como nunca, para tentar trabalho num clube maior no segundo semestre.

Por isso, passamos a vida sonhando com um atletiba nestes primeiros meses de todos os campeonatos regionais. Porque é disso que sobrevive o futebol paranaense. E mais um atletiba neste regional, creio ser mais oportuno lá na frente, não agora. Embora (apenas palpite) - acho que eles não passam pelo Londrina, o que seria uma pena e impossibilita a realização de mais um clássico.

É que além de tudo que digo acima, o futebol paranaense precisa de um clássico destes, também para ganhar um pouco de projeção nacional.

Ao Coritiba também daria rodagem e um belo de um aquecimento para o início do brasileiro. Além da festa das torcidas, com a última partida em casa. Uma decisão antecipada, sem dúvida.

Além do peso psicológico que a esta altura já tem um atletiba na cabeça deles. Certamente entram mais pressionados, com uma responsabilidade que ultimamente não andam dando conta.

Ainda é viva na memória a última conquista Coxa em estadual. A de 2013, justamente num clássico. E convenhamos, ganhar o estadual em cima deles é bem mais saboroso.

Sobre o autor

Sergio Brandão
O Coritiba está na minha alma, muito mais até que no coração. Aprendi a gostar de futebol assim, de alma e também de coração. Sou do tempo do Belfort Duarte, hoje Couto Pereira. Isso foi no início dos anos 60. De lá nunca mais saí. Na década de 70, o Coritiba me conquista definitivamente, quando montou times inesquecíveis, várias vezes campeão. Período que passei a frequentar programas de rádio para tentar ficar o mais próximo que podia do futebol. Foi a época de Dirceu Graeser, no famoso"Viva o Futebol", na Rádio Clube, depois Rádio Cruzeiro. Foi o meu começo nos meios de comunicação. Vivo do jornalismo há mais de 30 anos, dedicados ao Rádio e principalmente televisão. Hoje sou muito mais da arquibancada. Sou mais torcedor e menos jornalista, principalmente quando o assunto é Coritiba.

Sobre o blog

Sou jornalista há mais de 30 anos. A profissão e a condição de torcedor, me fizeram aprender a policiar posições quando escrevo para tv ou rádio. Isso me desenvolveu muito o lado crítico. Costumo dizer que futebol é uma coisa e esporte é outra, bem diferente. Basicamente porque o futebol se transformou num produto da mídia e envolve muito dinheiro. O esporte amador, não. Sem dinheiro ele apenas sobrevive. É o caminho que o vôlei começou a tomar, por exemplo, mas ainda passa longe de ser o sucesso que é o futebol. Gosto de escrever sobre os dois: esporte e futebol. Jornalismo é minha profissão, o Coritiba minha paixão. Será um prazer estar aqui com vocês falando sobre tudo isso.
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