O espírito Follador de jogar
Não sei se seus companheiros de chapa, que hoje assumem o comando do clube, mas não há uma partida, seja com vitória ou derrota, que eu não lembre da figura de Renato Follador, especialmente de uma de suas frases – “se não der com técnica, dará com raça”. Teremos um time que vai ter que morder o alambrado”. Enfim, se a frase não é literalmente esta, o raciocínio foi este.
De fato, com pouca técnica, mas com o necessário e quando preciso, vem mordendo o alambrado também.
Coritiba e Botafogo começam a desgarrar do terceiro, quarto e até do quinto colocados. Depois da vitória contra o Brusque, também por 3x0, o Botafogo mantém a diferença de 2 pontos do Coritiba, líder.
Na manhã desta quinta-feira, a imprensa nacional destaca muito mais a vitória do Botafogo, do que a do Coritiba (líder). Há espaços dedicados com projeções para a chegada do time carioca entre os quatro primeiros para garantir a vaga de acesso.
Ou já dão o Coritiba como virtual campeão, ou nos ignoram solenemente, o que na minha opinião é bom, porque neste momento quanto menos exposição tivermos, melhor será. E este raciocínio precisa ajudar a manter o foco já anunciado pelo comando técnico: cada partida precisa ser encarada como decisão, embora com alguns tropeços inexplicáveis, com apagões, alguns impossíveis de avaliar. E é deste Coritiba que ainda temo, e que volto a lembrar do eterno presidente Follador. Mais do que nunca, a partir de agora, será preciso encarnar a garra quando não houver técnica.
No meu entendimento, a partir de agora, o foco pode ser dividido em dois. As próximas três partidas, contra o CRB, Operário e Náutico, devem ter como único objetivo a garantia da classificação entre os 4 primeiros. Estarão em disputa 9 pontos e com mais 6 ou 7 imagino que seja possível garantir o acesso. Contra o Goiás, fora, com data ainda não homologada pela CBF, é preciso mudar o foco para terminar a competição como campeão.
Nesta reta final, mais do que nunca, precisa prevalecer o espírito Follador de jogador.
Sobre o autor
O Coritiba está na minha alma, muito mais até que no coração. Aprendi a gostar de futebol assim, de alma e também de coração. Sou do tempo do Belfort Duarte, hoje Couto Pereira. Isso foi no início dos anos 60. De lá nunca mais saí. Na década de 70, o Coritiba me conquista definitivamente, quando montou times inesquecíveis, várias vezes campeão. Período que passei a frequentar programas de rádio para tentar ficar o mais próximo que podia do futebol. Foi a época de Dirceu Graeser, no famoso"Viva o Futebol", na Rádio Clube, depois Rádio Cruzeiro. Foi o meu começo nos meios de comunicação. Vivo do jornalismo há mais de 30 anos, dedicados ao Rádio e principalmente televisão. Hoje sou muito mais da arquibancada. Sou mais torcedor e menos jornalista, principalmente quando o assunto é Coritiba.
Sobre o blog
Sou jornalista há mais de 30 anos. A profissão e a condição de torcedor, me fizeram aprender a policiar posições quando escrevo para tv ou rádio. Isso me desenvolveu muito o lado crítico. Costumo dizer que futebol é uma coisa e esporte é outra, bem diferente. Basicamente porque o futebol se transformou num produto da mídia e envolve muito dinheiro. O esporte amador, não. Sem dinheiro ele apenas sobrevive. É o caminho que o vôlei começou a tomar, por exemplo, mas ainda passa longe de ser o sucesso que é o futebol. Gosto de escrever sobre os dois: esporte e futebol. Jornalismo é minha profissão, o Coritiba minha paixão. Será um prazer estar aqui com vocês falando sobre tudo isso.
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