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ArquibancadaSergio Brandão

Novas eleições, velhos hábitos

Não tenho lado. Já tive em outros tempos. Demorei pra entender que é tudo farinha do mesmo saco. Também não sou inocente esperando que houvesse renovação, que agora em tempos de vacas magras, surgisse um salvador da pátria, um messias. Mas também minha rodagem por aí, diz que já estão jogando baixo. Que a campanha no Coritiba já começou num nível muito baixo. E se baixar mais que isso, será pra fugir das urnas e reaparecer só depois das eleições de 9 de dezembro.

Nas redes sociais atacam todo e qualquer candidato, seja de um lado, do outro ou do meio. Qualquer um é mal interpretado e mal avaliado. Ninguém presta segundo as manifestações. Um porque quer retornar e outro porque faz parta de grupo que está saindo. Um terceiro quem sabe seja o que menos cacete levou até aqui, mas porque ainda não oficializou sua candidatura. Quem perde com isso é o Coritiba.

Mais uma eleição e estamos aqui novamente ouvindo as mesmas histórias, sem que possamos fazer alguma coisa. Não sou eleitor, não voto, nunca votei, mas já apoiei. Não apoio e nem compre mais a briga de ninguém. Aprendi a ficar no meu canto, porque sei que só mudam as moscas.

Não tinha o propósito de me manifestar. Mas não dá pra ficar quieto ouvindo e lendo tanta bobagem, todas preocupadas com as mesmas coisas de sempre: seus interesses pessoais, vaidade, possibilidade futura de negócios etc. Ninguém com uma proposta renovadora, que mude os rumos do Coritiba. Chega a doer na alma estas conversas vazias politiqueiras, tendo como escola a política tradicional brasileira.

Precisamos aprender e ler as intenções escondidas nestes discursos falsos e de alguma forma dizer não a isso. Chega de conversa mole, de subestimar a inteligência de quem ama e quer fazer algo pelo clube, mas sempre é impedido pelo estatuto, pelo clube do bolinha que se fecha e não permite nenhuma aproximação. Querem apenas o seu voto.

Tudo ainda está no começo, a campanha eleitoral do clube está apenas saindo do forno. Por tanto, ainda em tempo de algo novo acontecer. Se não for do lado de lá. Nós do lado de cá precisamos mostrar descontentamento e dizer não.

Sobre o autor

Sergio Brandão
O Coritiba está na minha alma, muito mais até que no coração. Aprendi a gostar de futebol assim, de alma e também de coração. Sou do tempo do Belfort Duarte, hoje Couto Pereira. Isso foi no início dos anos 60. De lá nunca mais saí. Na década de 70, o Coritiba me conquista definitivamente, quando montou times inesquecíveis, várias vezes campeão. Período que passei a frequentar programas de rádio para tentar ficar o mais próximo que podia do futebol. Foi a época de Dirceu Graeser, no famoso"Viva o Futebol", na Rádio Clube, depois Rádio Cruzeiro. Foi o meu começo nos meios de comunicação. Vivo do jornalismo há mais de 30 anos, dedicados ao Rádio e principalmente televisão. Hoje sou muito mais da arquibancada. Sou mais torcedor e menos jornalista, principalmente quando o assunto é Coritiba.

Sobre o blog

Sou jornalista há mais de 30 anos. A profissão e a condição de torcedor, me fizeram aprender a policiar posições quando escrevo para tv ou rádio. Isso me desenvolveu muito o lado crítico. Costumo dizer que futebol é uma coisa e esporte é outra, bem diferente. Basicamente porque o futebol se transformou num produto da mídia e envolve muito dinheiro. O esporte amador, não. Sem dinheiro ele apenas sobrevive. É o caminho que o vôlei começou a tomar, por exemplo, mas ainda passa longe de ser o sucesso que é o futebol. Gosto de escrever sobre os dois: esporte e futebol. Jornalismo é minha profissão, o Coritiba minha paixão. Será um prazer estar aqui com vocês falando sobre tudo isso.
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