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ArquibancadaSergio Brandão

"Não se cale, mestre!"

Há líder positivo e negativo. Em alguns casos, total desconhecimento das suas reais posições e até da influência que exercem sobre muitos. Alguns viram verdadeiros gurus e se aproveitam disso.

Pra pegar os exemplos no futebol, uso uma frase do saudoso Armando Nogueira quando se referia a estas figuras acima da média que exerciam influência positiva na sociedade. Armando os chama de "craque cidadão". Pelé, Zico, Falcão, Cacá, Fedato, Alex, Kruger, Telê Santana, e acreditem, recentemente eu colocaria Romário nesta lista. Cito dois exemplos para classificar o polêmico Romário nesta lista de "craque cidadão". Pelo trabalho que faz como Deputado Federal e pelo primeiro motivo que o motivou a este trabalho na Câmara Federal: sua filha, com síndrome de down. Também a pobreza do povo carioca, estado pelo qual foi eleito. Não fosse isso, não teria tido a votação que teve nas últimas eleições, pois já não tinha a exposição que que o futebol lhe deu, quando foi eleito pela primeira vez. Hoje votam em Romário, pelo que faz na política.

Alex

Anda me chamando muito atenção e não entendo como um craque como Alex (líder positivo), se envolva tanto em questões que não lhe dizem respeito. Recentemente advertiu a diretoria do Coxa, reprovando o empréstimo de Dudu ao Criciúma. Acabou ficando praticamente sozinho, porque a saída de Dudu foi aprovada por quase todos que acompanham a rotina alviverde. Você pode me dizer que Alex foi craque, é inteligente e precisa se manifestar. Sim, também acho, mas que pelo menos selecione melhor suas posições e avalie antes de se colocar publicamente. Tomar partido de algo, sem conhecimento é tiro no pé, principalmente quando o assunto é polêmico e não o conhece a fundo. Defender a escalação ou permanência de Dudu, é tomada de posição a favor do conceito de Alex, que sempre defendeu a base, mas isso não deve ser regra, acho eu. Não é porque veio da base, que precisa ser aproveitado. Sabidamente Dudu teve todas as oportunidades no time de cima do Coritiba, e não agradou. Quem sabe mais adiante, com alguma rodagem.

Alex e Luxemburgo

Não gosto do W. Luxemburgo, embora tenha que lhe dar razão nesta briga com a Federação Carioca. Aliás, a todos que se rebelam contra todas as Federações que fazem o jogo da CBF, que vivem em ciclo vicioso e nada acrescentam ao futebol.

Acho W. Luxemburgo um líder negativo. Competente, com um time de razoável pra bom, mas não gosto do seu caráter e nem de suas posições quando o tema passa por respeito humano.

Alex agora defende Luxemburgo numa questão que parece ser somente pessoal entre os dois. Alex é grato a Luxemburgo porque foram parceiros em alguns trabalhos. Se acertaram profissionalmente. Alex caiu como uma luva nos esquemas que Luxemburgo montou para ele, onde trabalharam juntos. Alex me parece estar sendo fiel a quem foi fiel com ele, sem levar em conta a figura controversa que é Luxemburgo, que muitas vezes se mete em algumas questões apenas para chamar atenção, pura vaidade, e neste caso, Alex não precisa se manifestar. O silêncio talvez seja a melhor posição. Uma manifestação em off, quem sabe seja mais oportuna. Um telefonema de apoio resolve.

Wanderlei Luxemburgo está suspenso pela Federação Carioca para o FlaFlu de domingo. Ao final da coletiva que deu estes dias, colocou um esparadrapo em sua boca, em sinal de protesto, dando a entender que se cala para não arrumar mais encrenca e preferindo o silêncio.

Nas redes sociais, Alex se manifesta com a frase: "Não se cale, mestre"!

Mestre??? Menos, Alex!

Sobre o autor

Sergio Brandão
O Coritiba está na minha alma, muito mais até que no coração. Aprendi a gostar de futebol assim, de alma e também de coração. Sou do tempo do Belfort Duarte, hoje Couto Pereira. Isso foi no início dos anos 60. De lá nunca mais saí. Na década de 70, o Coritiba me conquista definitivamente, quando montou times inesquecíveis, várias vezes campeão. Período que passei a frequentar programas de rádio para tentar ficar o mais próximo que podia do futebol. Foi a época de Dirceu Graeser, no famoso"Viva o Futebol", na Rádio Clube, depois Rádio Cruzeiro. Foi o meu começo nos meios de comunicação. Vivo do jornalismo há mais de 30 anos, dedicados ao Rádio e principalmente televisão. Hoje sou muito mais da arquibancada. Sou mais torcedor e menos jornalista, principalmente quando o assunto é Coritiba.

Sobre o blog

Sou jornalista há mais de 30 anos. A profissão e a condição de torcedor, me fizeram aprender a policiar posições quando escrevo para tv ou rádio. Isso me desenvolveu muito o lado crítico. Costumo dizer que futebol é uma coisa e esporte é outra, bem diferente. Basicamente porque o futebol se transformou num produto da mídia e envolve muito dinheiro. O esporte amador, não. Sem dinheiro ele apenas sobrevive. É o caminho que o vôlei começou a tomar, por exemplo, mas ainda passa longe de ser o sucesso que é o futebol. Gosto de escrever sobre os dois: esporte e futebol. Jornalismo é minha profissão, o Coritiba minha paixão. Será um prazer estar aqui com vocês falando sobre tudo isso.
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