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Arquibancada
ArquibancadaSergio Brandão

Nada mudou

Difícil classificar o que fizeram com o Coritiba em mais um triste episódio que se junta a tantos outros. Nacional de Manaus, Operários , Cascavel e etc.

A consequência disso é grave e não tem volta, não recupera e nenhuma argumentação pode ser aceita. É ir-re-pa-rá- vel.

Também não acho que resolve ou ajuda usar este espaço para apontar o dedo na cara dos inúmeros responsáveis.

Assim como vocês, estou desde ontem ruminando o resultado e suas consequências neste novo fracasso que se soma a tantos outros. Lá na frente, sempre nos recuperamos em nome de uma paixão ou amor e seguimos. Isso precisa ter fim. Não há paciência que suporte.

Já não cabem mais ironias, cobranças e conversinhas que justifiquem estas coisas. Incompetência coletiva é a classificação que encontro para mais este desastroso resultado.

Me recuso ouvir coletiva, entrevistas que tentam explicar. Nada justifica mais um fracasso que elimina precocemente o clube de uma competição quem nem começou. Iniciamos o ano renovando expectativas, e nem demos a largada e já morremos.

Me recusei ver o jogo a partir da virada do adversário. Fui pra cama, deitei e dormi, como quem desliga uma chave que ainda não religuei.

Levanto hoje cedo e não consigo pensar em nada para escrever, além do que está acima.

Não acredito que seja o caso de um novo texto apontando responsabilidades, que nunca resolveram. Não tenho mais o que dizer.

Não tenho nenhum compromisso com o clube, além da minha paixão.

Já disse aqui outras vezes e talvez seja a única reclamação a ser feita: a correção dos erros do passado, não estão tendo resultado. O caminho tomado parece precisar de muitos ajustes. O entendimento que “a casa está sendo arrumada e isso leva tempo”, não tem relação com o resultado desta eliminação da Copa do Brasil, da péssima partida contra o Atlético, dos resultados inexplicáveis no campeonato regional.

Os tempos são outros, o futebol é outro, eu sei e entendo, mas a cada uma destas situações, lembro quando acontecia o que vimos ontem em Marabá e dois dias depois a mesa era virada no departamento de futebol e a vida voltava com nova perspectiva. Mais que isso, a torcida era informada sobre as medidas a serem tomadas e se tranquilizava.
Quando me refiro à “mesa virada” e tomada de posição, de mudança de rumo, correção do curso, não falo de decisões passionais.

O Coritiba precisa de comando e a torcida merece saber o que estão decidindo.

Sobre o autor

Sergio Brandão
O Coritiba está na minha alma, muito mais até que no coração. Aprendi a gostar de futebol assim, de alma e também de coração. Sou do tempo do Belfort Duarte, hoje Couto Pereira. Isso foi no início dos anos 60. De lá nunca mais saí. Na década de 70, o Coritiba me conquista definitivamente, quando montou times inesquecíveis, várias vezes campeão. Período que passei a frequentar programas de rádio para tentar ficar o mais próximo que podia do futebol. Foi a época de Dirceu Graeser, no famoso"Viva o Futebol", na Rádio Clube, depois Rádio Cruzeiro. Foi o meu começo nos meios de comunicação. Vivo do jornalismo há mais de 30 anos, dedicados ao Rádio e principalmente televisão. Hoje sou muito mais da arquibancada. Sou mais torcedor e menos jornalista, principalmente quando o assunto é Coritiba.

Sobre o blog

Sou jornalista há mais de 30 anos. A profissão e a condição de torcedor, me fizeram aprender a policiar posições quando escrevo para tv ou rádio. Isso me desenvolveu muito o lado crítico. Costumo dizer que futebol é uma coisa e esporte é outra, bem diferente. Basicamente porque o futebol se transformou num produto da mídia e envolve muito dinheiro. O esporte amador, não. Sem dinheiro ele apenas sobrevive. É o caminho que o vôlei começou a tomar, por exemplo, mas ainda passa longe de ser o sucesso que é o futebol. Gosto de escrever sobre os dois: esporte e futebol. Jornalismo é minha profissão, o Coritiba minha paixão. Será um prazer estar aqui com vocês falando sobre tudo isso.
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