Logo COXAnautas

Arquibancada
ArquibancadaSergio Brandão

Morro e não vejo tudo!

Até bem pouco tempo tive como sonho fazer algumas entrevistas antes de morrer. Não, ainda não morri, mas a realização do sonho acho que fica para a próxima encarnação. Algumas destas entrevistas seriam para tentar entender os porões da política e outras do futebol. Nos últimos meses, a lista engrossou. Alguns nomes aparecem como prioridades desta lista.

Os primeiros nomes estão na lista do último G5 da história Coxa-Branca, o segundo grupo está na composição da Treecorp e o último, dos colaboradores do Coritiba: Autuori, Guto, Amodeo, Arthur, Zago e James Freitas.

O último G5 da história do Coritiba e também da Treecorp, compõem o pacote principal. O estúdio para a gravação, poderia ser um cenário de octágono de vale tudo, com a arquibancada formada pela torcida Coxa. O tema principal provavelmente inspiraria a publicação de um livro: “ O Golpe “ - os entrevistados só seriam liberados após todas as perguntas terem sido feitas ( mais como forma de punição mesmo), não só pelo entrevistador, mas pela platéia. No segundo grupo poderiam estar todos os coladores que compuseram a era Coritiba/ Treecorp.

Vou morrer sem realizar meu sonho, certamente. Sem sequer chegar perto destes temas que guardam quase como segredo de estado. A curiosidade mora justamente no segredo cada vez maior que se cria em torno do que de fato contém o contrato fechado, ou nos acordos velados entre as partes.

Chego a lembrar que já acumulo motivos suficientes para desistir do futebol e da política, mas é nesta religião que se transforma o futebol na vida da gente que não me deixa sair de cena.

Em certa altura da minha vida, já fui mordido pelo bicho do desprezo pelo futebol. Foi quando as coisas não escapavam dos olhos atentos de um repórter ávido pela informação, mas que muitas vezes foi surpreendido pelo mau caratismo, pouco ou pelo quase nenhum profissionalismo e outros grandes probleminhas ainda bem vivos no futebol.

Ultimamente rezo apenas pela sobrevivência do Coritiba, porque de uma coisa tenho absoluta certeza. O fim do poço já chegou e nunca teve a forma que imaginamos. É preciso parar, olhar bem para até onde os olhos alcançam e se aprofundar no que é possível ver e entender.

Sigam em oração!

Sobre o autor

Sergio Brandão
O Coritiba está na minha alma, muito mais até que no coração. Aprendi a gostar de futebol assim, de alma e também de coração. Sou do tempo do Belfort Duarte, hoje Couto Pereira. Isso foi no início dos anos 60. De lá nunca mais saí. Na década de 70, o Coritiba me conquista definitivamente, quando montou times inesquecíveis, várias vezes campeão. Período que passei a frequentar programas de rádio para tentar ficar o mais próximo que podia do futebol. Foi a época de Dirceu Graeser, no famoso"Viva o Futebol", na Rádio Clube, depois Rádio Cruzeiro. Foi o meu começo nos meios de comunicação. Vivo do jornalismo há mais de 30 anos, dedicados ao Rádio e principalmente televisão. Hoje sou muito mais da arquibancada. Sou mais torcedor e menos jornalista, principalmente quando o assunto é Coritiba.

Sobre o blog

Sou jornalista há mais de 30 anos. A profissão e a condição de torcedor, me fizeram aprender a policiar posições quando escrevo para tv ou rádio. Isso me desenvolveu muito o lado crítico. Costumo dizer que futebol é uma coisa e esporte é outra, bem diferente. Basicamente porque o futebol se transformou num produto da mídia e envolve muito dinheiro. O esporte amador, não. Sem dinheiro ele apenas sobrevive. É o caminho que o vôlei começou a tomar, por exemplo, mas ainda passa longe de ser o sucesso que é o futebol. Gosto de escrever sobre os dois: esporte e futebol. Jornalismo é minha profissão, o Coritiba minha paixão. Será um prazer estar aqui com vocês falando sobre tudo isso.
Ver comentários (42)
Link copiado para a área de transferência