Me desculpem a sinceridade, mas…
É que sempre fiquei com a sensação de um breve retorno, o que não acontece desta vez.
Nunca, de forma alguma me senti excluído ou distante do seleto grupo dos 20, talvez porque ainda havia o sentimento de que a situação era atípica, e que aquilo era momentâneo. Agora não, além de não ter motivos para otimismo, porque além do time e o treinador serem os mesmos de dois fracassos seguidos (Copa do Brasil e Campeonato Regional), a série B tá cada vez mais difícil. Este ano especialmente, com 4 ou 5 times melhores que o nosso.
Estes dias fui convidado a participar de uma votação para apontar os primeiros quatro classificados da B, os que sobem para a série A, ano que vem. Entre eles, coloquei o Coritiba porque o coração de torcedor jamais admitiria fazer a lista sem o Coxa entre os 4, mas sinceramente, pensando bem, não consigo ver este time entre os 4 primeiros da B.
Gostaria de ser surpreendido por este grupo, e pela Treecorp, mas também não encontro motivos para isto.
Olhar a abertura do Brasileiro da série A já me desperta uma coisa ruim, um sentimento de comparação e do que vi, o Coritiba não estaria em melhores condições do que esteve no ano passado, por exemplo. E verdade que estamos falando apenas da primeira rodada de um longo campeonato. Mas é a série B que nos interessa.
E é aí que mora o problema. Nem buscando nas entranhas, acho sequer uma ponta de otimismo. Santos, Sport, Goiás, Novorizontino e América, estão num nível que o Coritiba não alcança, sem levar em conta que o Ceará também pode estar um degrau acima. Não tenho condição de garantir sobre o Ceará, porque ainda não vi jogar, mas as informações são bem desfavoráveis para as pretensões do Coritiba.
Sei que aqui vai ter quem não concorda e até invejo estes otimistas, mas acho que nem é uma questão de otimismo ou pessimismo. A coisa fica ainda pior quando eu levo em conta que o Amazonas é um time que vai incomodar e estará neste bolo brigando pela dianteira.
Então, meus caros, pés bem firmes no chão e assumir o tamanho que deram ao Coritiba.
Me parece ser este o primeiro passo para que a dor e os sustos não sejam assim tão impactantes.
Sobre o autor
O Coritiba está na minha alma, muito mais até que no coração. Aprendi a gostar de futebol assim, de alma e também de coração. Sou do tempo do Belfort Duarte, hoje Couto Pereira. Isso foi no início dos anos 60. De lá nunca mais saí. Na década de 70, o Coritiba me conquista definitivamente, quando montou times inesquecíveis, várias vezes campeão. Período que passei a frequentar programas de rádio para tentar ficar o mais próximo que podia do futebol. Foi a época de Dirceu Graeser, no famoso"Viva o Futebol", na Rádio Clube, depois Rádio Cruzeiro. Foi o meu começo nos meios de comunicação. Vivo do jornalismo há mais de 30 anos, dedicados ao Rádio e principalmente televisão. Hoje sou muito mais da arquibancada. Sou mais torcedor e menos jornalista, principalmente quando o assunto é Coritiba.
Sobre o blog
Sou jornalista há mais de 30 anos. A profissão e a condição de torcedor, me fizeram aprender a policiar posições quando escrevo para tv ou rádio. Isso me desenvolveu muito o lado crítico. Costumo dizer que futebol é uma coisa e esporte é outra, bem diferente. Basicamente porque o futebol se transformou num produto da mídia e envolve muito dinheiro. O esporte amador, não. Sem dinheiro ele apenas sobrevive. É o caminho que o vôlei começou a tomar, por exemplo, mas ainda passa longe de ser o sucesso que é o futebol. Gosto de escrever sobre os dois: esporte e futebol. Jornalismo é minha profissão, o Coritiba minha paixão. Será um prazer estar aqui com vocês falando sobre tudo isso.
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