Mafuz e Gazeta
Amigos, estive durante anos do outro lado e posso garantir que grande maioria das conjecturas que fazem por aqui, é pura ficção.
Temos apenas dois adversários neste meio: Augusto Mafuz e a editoria de esporte da Gazeta do Povo. O jornal muito mais pela incompetência do que má fé. O resto apenas precisa de um pouco de holofote, cria gênero pra ganhar polêmica e um pouco de visibilidade. Conheço a maioria dos que ainda estão em atividade. Alguns sabidamente torcedores assumidos, mas conseguem fazer do futebol uma profissão e o tratam de fato como profissionais.
Duas questões andam passando da conta quando falamos de Gazeta do Povo e RPC-TV (que também comprou a ideia).
Criam factuais, inventam irresponsavelmente temas em suas redações que só atrapalham. Caso recente do goleiro Vaná, que mal chegou ao gol do Coritiba, depois de anos de casa, e agora é comparado ao goleiro alemão, Manoel Neuer, conhecido pela habilidade com os pés e designado como falso líbero, por conta da atuação em seu clube e na própria seleção, durante a Copa do Mundo no Brasil.
Oras bolas, Vaná é o que sabemos e já vimos e ainda está longe de ser um Neuer. Como todos os atletas de futebol, precisa e gosta desta exposição, e por isso acaba também comprando a ideia, neste barulho que a imprensa irresponsável anda fazendo com o assunto.
Antes de receber a incumbência de ser um falso líbero, não só Vaná, mas todos os nossos goleiros precisam primeiro dominar os fundamento da posição, coisa que poucos conseguem.
Não acredito que Marquinhos Santos tenha passado a Vaná a tarefa de líbero, nestes moldes que a Gazeta tratou até aqui. Alguma conversa nesse sentido deve mesmo ter acontecido entre Marquinhos e Vaná. Afinal, o goleiro Coxa tem mesmo mais habilidade com os pés que a média do goleiros. Mas com muita calma nesta conversa, porque o buraco é bem mais em baixo. Ou Marquinhos é mesmo maluco de cobrar esta função de um estreante, que acaba de ganhar a posição de titular?
Gazeta e Augusto Mafuz compraram a ideia de M. C Petraglia de livrar o Atlético da dívida da baixada e anunciam aos quatro ventos o embrião de uma ideia, segundo eles, que pode salvar o futebol do Paraná com a “Arena Atletiba”.
Pra quem não sabe, e ainda não teve a oportunidade de ler tal absurdo, a ideia foi dada pelo presidente atleticano, de dividir a arena entre os dois - Coritiba e Atlético.
Propõe Petráglia que o Coxa venda o Couto e o dinheiro seja investido na conclusão da arena, deles.
Confesso, ainda não consegui levar esta conversa como pretende o presidente atleticano. Prefiro acreditar em falta de assunto, início de temporada e a imprensa, na falta de notícia valoriza bobagens com esta. Apenas acho graça na proposta. Não acredito na seriedade da conversa, mas com a insistência que alguns andam dando ao assunto, começo a achar que de fato Petraglia ache mesmo que isso seja possível.
Por mais interessante que a ideia possa parecer, economicamente aos dois (nem me refiro ao problema maior que é do Atlético), não consigo imaginar o uso do mesmo estádio pelos dois clubes. Mesmo com um calendário adequado, não vejo nenhuma viabilidade nisto.
Não só eu, mas imagino que toda a torcida Coxa, jamais conseguirá pensar em outra casa para o Coritiba, que não seja o Couto. Isso é história, é tradição, é rivalidade, o coração do futebol está nisso, um sentimento de torcedor que muitos dirigentes parecem não entender. Coritiba e Couto é tombamento histórico.
Se ultimamente se fala em Atletibas de uma só torcida, como pensar em arena Atletiba, um estádio para uso dos dois?
Para não ir mais longe, a ideia de M. C. Petraglia, mais me parece ser um teste ao ainda inexperiente no ramo da administração do futebol, Rogério Bacellar. Mais uma isca jogada para tentar resolver um problema que assumiu, e agora já dimensiona o tamanho da dívida impagável.
Nero assiste Roma se incendiar, enquanto conjectura colocar seus rivais na fogueira.
Sobre o autor
O Coritiba está na minha alma, muito mais até que no coração. Aprendi a gostar de futebol assim, de alma e também de coração. Sou do tempo do Belfort Duarte, hoje Couto Pereira. Isso foi no início dos anos 60. De lá nunca mais saí. Na década de 70, o Coritiba me conquista definitivamente, quando montou times inesquecíveis, várias vezes campeão. Período que passei a frequentar programas de rádio para tentar ficar o mais próximo que podia do futebol. Foi a época de Dirceu Graeser, no famoso"Viva o Futebol", na Rádio Clube, depois Rádio Cruzeiro. Foi o meu começo nos meios de comunicação. Vivo do jornalismo há mais de 30 anos, dedicados ao Rádio e principalmente televisão. Hoje sou muito mais da arquibancada. Sou mais torcedor e menos jornalista, principalmente quando o assunto é Coritiba.
Sobre o blog
Sou jornalista há mais de 30 anos. A profissão e a condição de torcedor, me fizeram aprender a policiar posições quando escrevo para tv ou rádio. Isso me desenvolveu muito o lado crítico. Costumo dizer que futebol é uma coisa e esporte é outra, bem diferente. Basicamente porque o futebol se transformou num produto da mídia e envolve muito dinheiro. O esporte amador, não. Sem dinheiro ele apenas sobrevive. É o caminho que o vôlei começou a tomar, por exemplo, mas ainda passa longe de ser o sucesso que é o futebol. Gosto de escrever sobre os dois: esporte e futebol. Jornalismo é minha profissão, o Coritiba minha paixão. Será um prazer estar aqui com vocês falando sobre tudo isso.
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