Krüger, em teu nome lotaremos o Couto!
Pela internet ou na loja física da 1909, os Coxas voltam a formar um grande batalhão, desta vez para se despedir de Krüger, mais uma vez. A estreia do time no Brasileiro da Série B, é apenas um segundo motivo, mas certamente será mais uma daquelas partidas que, independente do placar ou do futebol que jogarem Coritiba e Ponte Preta, vai para a história.
Desde ontem, sexta-feira (26), há uma grande busca de ingressos, todos custeados pelo clube, para juntar a torcida em sua casa para se despedir do maior ídolo criado na história Coxa-branca em sua centenária história.
Só mesmo a morte física de Krüger, para mobilizar, transformar uma simples partida de futebol, num grande evento. Alguém já disse por aí que se o Coritiba fosse gente, se chamaria Dirceu Krüger. A melhor frase dita esta semana, que define o sentimento que toma conta de todos nós coxas.
Pois então, que além da despedida de Krüger, tenhamos outras boas lembranças desta noite de segunda-feira, nesta estreia no Brasileiro, com o time fazendo a sua parte em campo.
Que a morte de Dirceu Krüger seja um marco na história recente do clube. A quem ele dedicou 53 anos de sua vida, primeiro como atleta, depois como funcionário do departamento de futebol e recentemente ao departamento administrativo.
Que o espírito de Krüger cuide de nós e que seja capaz de a partir de agora, nos ajudar a contar uma outra história. Não precisa ser o Coritiba da época de Krüger, mas que caminhe ao lado dos grandes do futebol brasileiro, iluminando nossos dirigentes, voltando a nos dar alegrais. Porque se assim for, como agora, a torcida volta a mostrar a sua força.
“Segunda-feira, todos os caminhos nos levam ao Couto Pereira”.
Sobre o autor
O Coritiba está na minha alma, muito mais até que no coração. Aprendi a gostar de futebol assim, de alma e também de coração. Sou do tempo do Belfort Duarte, hoje Couto Pereira. Isso foi no início dos anos 60. De lá nunca mais saí. Na década de 70, o Coritiba me conquista definitivamente, quando montou times inesquecíveis, várias vezes campeão. Período que passei a frequentar programas de rádio para tentar ficar o mais próximo que podia do futebol. Foi a época de Dirceu Graeser, no famoso"Viva o Futebol", na Rádio Clube, depois Rádio Cruzeiro. Foi o meu começo nos meios de comunicação. Vivo do jornalismo há mais de 30 anos, dedicados ao Rádio e principalmente televisão. Hoje sou muito mais da arquibancada. Sou mais torcedor e menos jornalista, principalmente quando o assunto é Coritiba.
Sobre o blog
Sou jornalista há mais de 30 anos. A profissão e a condição de torcedor, me fizeram aprender a policiar posições quando escrevo para tv ou rádio. Isso me desenvolveu muito o lado crítico. Costumo dizer que futebol é uma coisa e esporte é outra, bem diferente. Basicamente porque o futebol se transformou num produto da mídia e envolve muito dinheiro. O esporte amador, não. Sem dinheiro ele apenas sobrevive. É o caminho que o vôlei começou a tomar, por exemplo, mas ainda passa longe de ser o sucesso que é o futebol. Gosto de escrever sobre os dois: esporte e futebol. Jornalismo é minha profissão, o Coritiba minha paixão. Será um prazer estar aqui com vocês falando sobre tudo isso.
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