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ArquibancadaSergio Brandão

Keirrison e Baumjohann

Lembro bem que no começo do brasileiro, ainda sob o clima da conquista do Paranaense, eu pedia uma trégua a nossos dirigentes, mesmo sabendo que não mereciam, mas em nome do Coritiba, da situação que parecia estar estabilizada no departamento de futebol.

Julgava ser melhor não mexer em m... porque podia feder. Quanto mais longe ficássemos daquilo, melhor seria para o Coritiba. Os problemas internos deveriam ficar para serem resolvidos depois, já que o momento era bom. A politica do clube não deveria interferir no futebol. Certo ou errado, era melhor não mexer. Afinal, as coisas funcionavam.

O momento passou e a m... foi mexida. Fedeu ... está fedendo e parece que vai feder ainda mais. Algo de podre no reino Coxa-Branca parece ter se alterado. Digo parece, porque daqui de fora, apenas podemos supor. Mas diante dos últimos acontecimentos é o que nos resta... apenas supor.

E já que não nos contam o que se passa além dos muros do CT, do lado de cá vamos supor.

Nesta discussão, prefiro não levar em conta o principal problema, que é o departamento de futebol, se Pachequinho fica ou sai, se um meia salvador da pátria vem ou não.

Convido vocês a duas reflexões. Keirrisson e a recente contratação, o alemão Alexander Baumjohann. Curiosamente duas contratações ligadas diretamente a ações trabalhistas milionárias: e da Lincoln e Keirrisson. E neste caso não é apenas conjectura, Gilberto Griebler deixa isso claro, numa entrevista publicada no Portal Bandab, que ainda está disponível no site.

Entre muitos assuntos, como salários, dívida e negociação de jogadores formados na base, Griebler fala algo que chama a atenção pela coincidência dos fatos, da atualidade dos assuntos: Lincoln e Alexander Baumjohann. Diz o vice-presidente do Coritiba : “Agora estamos em pleno trabalho em cima da ação do Keirrison que é pesada para o Coritiba e precisamos paga-la. Vai ter uma audiência em 1º de agosto e é uma divida alta de R$ 3,6 milhões. A do Lincoln conseguimos fazer uma postergação porque demos em garantia parte do CT da Graciosa. Então, ainda temos negociações pela frente.”

Curiosamente dois temas que desaguam no departamento de futebol e que não deveria ser assim. Embora não esteja presenta fisicamente, Lincoln também aparece, mas representado pelo alemão. Os dois, Alexander e Keirrison, lá dentro do CT treinando com o grupo, brigando por uma vaga no time, mas oferecendo o que já conhecemos. Suas limitações, contusões, idade, que os limitam etc e tal. Duas ações trabalhistas vagando pelo CT, entram como moeda de troca, que levariam muito dinheiro do clube, e entram pela porta do departamento de futebol para aliviar uma enorme dívida.

Entendam, nada contra as negociações. Aliás, elas precisam ser feitas, e ajudam mesmo o clube a pagar compromissos não cumpridos, mas isso não precisa passar pelo departamento de futebol, o tornando mercadoria de troca, deixando o clube com cara de quem negocia tudo no mesmo nível amador, em qualquer circunstância. O reflete na departamento de futebol e explica a queda na qualidade que anda despencando assustadoramente, igualmente amador, como são seus dirigentes.

Só mais uma pergunta: isto também explicaria o caminho de contratações como a de Filigrana, Daniel e tantos outros que ainda não disseram o que fazem estes atletas no Coritiba?

Sobre o autor

Sergio Brandão
O Coritiba está na minha alma, muito mais até que no coração. Aprendi a gostar de futebol assim, de alma e também de coração. Sou do tempo do Belfort Duarte, hoje Couto Pereira. Isso foi no início dos anos 60. De lá nunca mais saí. Na década de 70, o Coritiba me conquista definitivamente, quando montou times inesquecíveis, várias vezes campeão. Período que passei a frequentar programas de rádio para tentar ficar o mais próximo que podia do futebol. Foi a época de Dirceu Graeser, no famoso"Viva o Futebol", na Rádio Clube, depois Rádio Cruzeiro. Foi o meu começo nos meios de comunicação. Vivo do jornalismo há mais de 30 anos, dedicados ao Rádio e principalmente televisão. Hoje sou muito mais da arquibancada. Sou mais torcedor e menos jornalista, principalmente quando o assunto é Coritiba.

Sobre o blog

Sou jornalista há mais de 30 anos. A profissão e a condição de torcedor, me fizeram aprender a policiar posições quando escrevo para tv ou rádio. Isso me desenvolveu muito o lado crítico. Costumo dizer que futebol é uma coisa e esporte é outra, bem diferente. Basicamente porque o futebol se transformou num produto da mídia e envolve muito dinheiro. O esporte amador, não. Sem dinheiro ele apenas sobrevive. É o caminho que o vôlei começou a tomar, por exemplo, mas ainda passa longe de ser o sucesso que é o futebol. Gosto de escrever sobre os dois: esporte e futebol. Jornalismo é minha profissão, o Coritiba minha paixão. Será um prazer estar aqui com vocês falando sobre tudo isso.
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