Jorginho, o psicologo
Consigo ir um pouco mais longe: se não for para ajudar, pelos menos tente não atrapalhar. Não fiz cálculo e não vou perder tempo com isso, mas a campanha para o segundo turno deve ser para fazer história, se quiser acesso, coisa que me parece impossível com este time.
Para não atrapalhar, mas respeitando meus anos de doação, de paixão, de amor e de todos os bons sentimentos que sempre coloquei nesta relação com mais de 60 anos, me calo até que o pior ou o melhor aconteça.
Minha dúvida continua sendo o plano traçado pela Treecorp. Não sei se o planejamento não é este mesmo, de manter o Coritiba na série B, sem que o desejo da torcida seja levado em conta, privilegiando lucros e não a condição moral do clube e do torcedor no contexto do futebol. De um lado estamos nós, torcedores, do outro eles, sem vínculo emocional com o clube, onde o planejamento estratégico é lucrar, sem que o torcedor seja levado em conta.
Voltando ao apelo de Jorginho, só mais uma coisa: repito aqui, mais uma vez, uma frase que ouvi de Edu Coimbra, treinador do Coritiba de 89. Disse ele: “com um time desta qualidade, distribuo camisa no vestiário”. Edu brincava dizendo isso, porque navegava num mar de tranquilidade, trabalhando com o melhor meio de campo da história do Coritiba, com Osvaldo, Carlos Alberto, Serginho e Tostão. Edu queria dizer com isso que com tanta qualidade assim, era fácil ser treinador de futebol. Coisa que é completamente inversa a Jorginho que não tem meio de campo e sequer onze atletas com qualidade. Por isso, o trabalho psicológico é importante, a única salvação Coxa para este momento, acredito eu.
Sobre o autor
O Coritiba está na minha alma, muito mais até que no coração. Aprendi a gostar de futebol assim, de alma e também de coração. Sou do tempo do Belfort Duarte, hoje Couto Pereira. Isso foi no início dos anos 60. De lá nunca mais saí. Na década de 70, o Coritiba me conquista definitivamente, quando montou times inesquecíveis, várias vezes campeão. Período que passei a frequentar programas de rádio para tentar ficar o mais próximo que podia do futebol. Foi a época de Dirceu Graeser, no famoso"Viva o Futebol", na Rádio Clube, depois Rádio Cruzeiro. Foi o meu começo nos meios de comunicação. Vivo do jornalismo há mais de 30 anos, dedicados ao Rádio e principalmente televisão. Hoje sou muito mais da arquibancada. Sou mais torcedor e menos jornalista, principalmente quando o assunto é Coritiba.
Sobre o blog
Sou jornalista há mais de 30 anos. A profissão e a condição de torcedor, me fizeram aprender a policiar posições quando escrevo para tv ou rádio. Isso me desenvolveu muito o lado crítico. Costumo dizer que futebol é uma coisa e esporte é outra, bem diferente. Basicamente porque o futebol se transformou num produto da mídia e envolve muito dinheiro. O esporte amador, não. Sem dinheiro ele apenas sobrevive. É o caminho que o vôlei começou a tomar, por exemplo, mas ainda passa longe de ser o sucesso que é o futebol. Gosto de escrever sobre os dois: esporte e futebol. Jornalismo é minha profissão, o Coritiba minha paixão. Será um prazer estar aqui com vocês falando sobre tudo isso.
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