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ArquibancadaSergio Brandão

Grato, professor Morínigo!

Chamado de professor muito mais pelo excesso de respeito do que pela função, mas também tem sem dúvida na profissão de treinador, os que de fato ensinam. Conheci e convivi com muitos. Verdadeiros transformadores de cabeça de bagre em atleta mediano.

Alguns gostam da denominação, outros adotaram porque já faz parte da história do futebol. O mais folclórico ainda em atividade e que faz questão de ser chamado de professor é Wanderlei Luxemburgo.

Na sua passagem por aqui, nos anos 90, quando treinador do Paraná Clube, do alto de sua arrogância, vomitava sabedoria de professor, mas conseguia também antipatia por isso. Ao contrário do nosso “professor” paraguaio que chegou quieto e se segura com bravura no cargo de treinador/professor, no comando do nosso glorioso Coritiba.

Gustavo Morinigo, que no começo ninguém sabia direito quem era, se Morínigo ou Morinígo, hoje odiado por uns e aclamado por outros, vai devagar levando o Coritiba para onde queremos. Como quem trata um aluno gazeteiro, displicente, com dificuldades de aprendizagem, na diplomacia vai jogo a jogo fazendo o que pode com o limitado aluno.

Gosto do nosso “professor”. Acredito que nos levará de volta à Série A. Com a corda no pescoço, deixando o aluno pra recuperação ou não, com um pouco de sorte passando por média, acho que passaremos de ano, sob a batuta do “ professor” Morinigo.

Viva o dia dos professores!

Sobre o autor

Sergio Brandão
O Coritiba está na minha alma, muito mais até que no coração. Aprendi a gostar de futebol assim, de alma e também de coração. Sou do tempo do Belfort Duarte, hoje Couto Pereira. Isso foi no início dos anos 60. De lá nunca mais saí. Na década de 70, o Coritiba me conquista definitivamente, quando montou times inesquecíveis, várias vezes campeão. Período que passei a frequentar programas de rádio para tentar ficar o mais próximo que podia do futebol. Foi a época de Dirceu Graeser, no famoso"Viva o Futebol", na Rádio Clube, depois Rádio Cruzeiro. Foi o meu começo nos meios de comunicação. Vivo do jornalismo há mais de 30 anos, dedicados ao Rádio e principalmente televisão. Hoje sou muito mais da arquibancada. Sou mais torcedor e menos jornalista, principalmente quando o assunto é Coritiba.

Sobre o blog

Sou jornalista há mais de 30 anos. A profissão e a condição de torcedor, me fizeram aprender a policiar posições quando escrevo para tv ou rádio. Isso me desenvolveu muito o lado crítico. Costumo dizer que futebol é uma coisa e esporte é outra, bem diferente. Basicamente porque o futebol se transformou num produto da mídia e envolve muito dinheiro. O esporte amador, não. Sem dinheiro ele apenas sobrevive. É o caminho que o vôlei começou a tomar, por exemplo, mas ainda passa longe de ser o sucesso que é o futebol. Gosto de escrever sobre os dois: esporte e futebol. Jornalismo é minha profissão, o Coritiba minha paixão. Será um prazer estar aqui com vocês falando sobre tudo isso.
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