Galeria que nunca abandona
Samir é bom mesmo de política. Agora, fazendo uso da máquina, espalha pelas redes sociais e site do clube, uma velha promessa para agradar aos sócios. A tal da “placa de ouro”, que na verdade é de aço inox, em homenagem aos fiéis sócios, com mais de 10 anos de fidelidade ao clube, chamados de a “ torcida que nunca abandona”, que até bem pouco tempo, era sinônimo da alma guerreira, de luta nas arquibancadas, uma marca que o torcedor Coxa ostentou durante anos, fazendo a diferença em muitas batalhas travadas no Couto Pereira.
Diz o texto publicado no site do clube que a placa pode ser em cor ouro, prata ou verde, conforme o tempo e o setor de associação ao Coritiba. Também diz o texto que a iniciativa é para valorizar os sócios do Coritiba, neste momento de afastamento da torcida dos jogos.
Curiosamente hoje, Samir promete registrar sua chapa para com seu G5 e conselho, concorrer mais uma vez ao cargo de presidente do clube. O que me faz acreditar que se trata de uma estratégia para alcançar os torcedores menos avisados e que ainda não perceberam que as ações desta diretoria não correspondem aos anseios da maioria da torcida, aliás desde seus primeiros atos, há 3 anos.
Presidente, trocaria minha placa por uma administração mais profissional, por um time mais eficiente, por uma diretoria que errasse menos, ou que pelo menos tivesse uma relação mais democrática com a própria torcida que mais reclamou do que festejou nestes anos de sua administração.
Caro torcedor, uso este espaço para te pedir que se você está entre os homenageados, não troque uma placa de aço inox pelo seu voto.
Aceite e se sinta homenageado, porque você como todo Coxa Branca, merece sim toda homenagem do mundo, mas o candidato que você escolhe na eleição de 12 de dezembro, é muito mais importante para o futuro do clube.
Sobre o autor
O Coritiba está na minha alma, muito mais até que no coração. Aprendi a gostar de futebol assim, de alma e também de coração. Sou do tempo do Belfort Duarte, hoje Couto Pereira. Isso foi no início dos anos 60. De lá nunca mais saí. Na década de 70, o Coritiba me conquista definitivamente, quando montou times inesquecíveis, várias vezes campeão. Período que passei a frequentar programas de rádio para tentar ficar o mais próximo que podia do futebol. Foi a época de Dirceu Graeser, no famoso"Viva o Futebol", na Rádio Clube, depois Rádio Cruzeiro. Foi o meu começo nos meios de comunicação. Vivo do jornalismo há mais de 30 anos, dedicados ao Rádio e principalmente televisão. Hoje sou muito mais da arquibancada. Sou mais torcedor e menos jornalista, principalmente quando o assunto é Coritiba.
Sobre o blog
Sou jornalista há mais de 30 anos. A profissão e a condição de torcedor, me fizeram aprender a policiar posições quando escrevo para tv ou rádio. Isso me desenvolveu muito o lado crítico. Costumo dizer que futebol é uma coisa e esporte é outra, bem diferente. Basicamente porque o futebol se transformou num produto da mídia e envolve muito dinheiro. O esporte amador, não. Sem dinheiro ele apenas sobrevive. É o caminho que o vôlei começou a tomar, por exemplo, mas ainda passa longe de ser o sucesso que é o futebol. Gosto de escrever sobre os dois: esporte e futebol. Jornalismo é minha profissão, o Coritiba minha paixão. Será um prazer estar aqui com vocês falando sobre tudo isso.
Ver comentários (41)
